Criado no ano passado pelos jogadores para melhorar o futebol nacional, o Bom Senso F.C. pode ganhar um forte aliado a partir de agora. Em uma reunião realizada ontem no Rio de Janeiro, após participarem de um seminário de gestão esportiva na Fundação Getúlio Vargas, dirigentes de alguns clubes da Série A, inclusive o Atlético, representado pelo diretor de marketing Mauro Holzmann, buscam alternativas para, até mesmo, criar uma nova liga nacional.

“Conversamos sobre muita coisa, mas o mais relevante foi tratar do interesse comum dos clubes, como o calendário, jogos da Libertadores, campos sem condições e esburacados, entre outros assuntos”, explicou Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo e responsável pelo encontro, em entrevista ao Paraná Online.

Além do Furacão e do tricolor paulista, estiveram presentes dirigentes de Bahia, Botafogo, Chapecoense, Corinthians, Flamengo, Fluminense e Goiás, enquanto o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, e representantes de Sport, Vasco e Vitória conversaram por telefone.

A ideia, a partir de agora, é tentar uma reunião o quanto antes com a presidente Dilma Rouseff e com os ministros do Esporte, Aldor Rebelo, e da Fazenda, Guido Mantega. “Pedimos o máximo de empenho do congresso nacional. Queremos uma audiência com a presidente Dilma e queremos isso o mais rápido possível. O governo precisa ajudar os clubes e criar mecanismos que sejam viáveis”, acrescentou Aidar. A tendência é que nesta audiência participem representantes dos vinte clubes que disputam a Série A.

Segundo o mandatário do São Paulo, o objetivo com a criação de uma possível nova liga não é organizar um novo campeonato nacional, como aconteceu em 1987, quando surgiu o Clube dos 13 e a Copa União, mas sim fazer com que os clubes possam se unir novamente e melhorar de vez o futebol brasileiro. Para ele, é dificíl prever todas as melhorias, mas o primeiro passo já foi dado após as conversas de ontem. “É prematuro falar o que pode mudar no futebol brasileiro, mas pode melhorar a relação entre os clubes, nos protegermos e nos valorizarmos. Voltamos a conversar entre nós, trocar ideias e isso é importante. A rivalidade tem que ficar dentro de campo. Após os 90 minutos, precisamos nos unir novamente”, completou Carlos Miguel Aidar.