O Paraná Clube joga todas as suas fichas em uma vitória no clássico. Caso some três pontos diante do rival Atlético, o Tricolor garante o seu melhor primeiro turno desde que passou a integrar a Série B, em 2008. No ano passado, o clube conquistou 28 pontos e fechou a primeira metade na competição em 7.º lugar. Mais do que isso: tinha somente dois pontos de desvantagem para o Americana-SP, então o 4.º colocado.

Desta vez, mesmo derrotando o Rubro-Negro, o Paraná Clube não passa de um 9.º lugar, desde que América-RN e Ceará não vençam na rodada. A distância para a área do acesso, na melhor das hipóteses, ficaria em 5 pontos. “Não é o ideal. Poderíamos estar numa condição muito melhor. Só que não adianta ficar remoendo pontos perdidos, por erros nossos ou da arbitragem. O jeito é vencer na última rodada e chegar forte para o returno”, avisa o técnico Ricardinho.

Por mais que o treinador se mostre avesso a projeções, é certo que independente do resultado frente ao Rubro-Negro, o Paraná terá que superar seus limites para continuar sonhando com o acesso. No caso de vitória, fechando o turno com 29 pontos, o Tricolor precisaria somar 34 no returno para atingir o “número mágico” de 63 pontos. Até hoje, o melhor rendimento foi o do time de 2008, que somou 32 pontos. Naquela oportunidade, a diretoria precisou trocar o time inteiro para evitar a “degola”.

“Temos que acertar o ponto fora de casa”, alerta Ricardinho. “Esse é meu grande desafio para o segundo turno”. Ao longo de toda a primeira metade da Série B, o Tricolor venceu apenas uma vez atuando longe de sua torcida, com três empates e cinco derrotas.

Antes de quebrar a cabeça para acertar o time para o returno, Ricardinho foca as atenções no clássico e busca uma mobilização total para este confronto. Para o duelo de sábado, às 16h, no Durival Britto, o treinador conta com a volta de Paulo Henrique à lateral-direita. Alex Alves também deve reaparecer na zaga, na vaga do suspenso Amarildo. O treinador também deverá ganhar os reforços de Packer e Vandinho, que enfim foram liberados pelos seus clubes de origem, o Siena-ITA e o Al Sharjah-EAU.