Novo técnico do Coritiba, o paulista Rodrigo Santana tem apenas 38 anos de idade, mas já conseguiu desbancar medalhões do futebol brasileiro, como Mano Menezes e Roger Machado.

O feito aconteceu há três anos, quando o novato comandava a URT, de Patos de Minas. “Nos dois últimos anos na URT fui para o mata-mata na semifinal com o Galo. Ganhei o prêmio de melhor treinador em 2017, concorrendo com o Mano (Menezes), com o Roger (Machado) e com o Enderson (Moreira)”, relembrou o treinador em entrevista ao Terceiro Tempo, no fim de 2019.

Na época da declaração, Santana havia deixado o Atlético-MG há poucos meses, após passagem que o lançou ao cenário nacional. Um ano depois, ele desembarca em Curitiba para tentar salvar o Coxa do rebaixamento no Brasileirão.

Um desafio e tanto para o treinador da “nova geração”, que já chega pressionado por um cenário de instabilidade política no clube e tem pouco tempo para colher resultados. Conheça um pouco mais sobre Rodrigo Santana.

Lesão marcou fim e início

O primeiro time comandado por Rodrigo Santana foi o catarinense Camboriú, em 2010. Na época com 28 anos, ele havia quebrado o braço em dois locais enquanto defendia o Confiança-SE e, desgastado por viver uma sequência de lesões, aceitou convite para ser auxiliar.

O treinador, no entanto, nunca foi contratado pela diretoria. Apesar de inexperiente, comandou o time e conseguiu evitar o rebaixamento ao terceiro nível estadual.

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Experiência em divisões inferiores

Santana foi auxiliar do técnico Nenê Belarmino no Uberaba, Portuguesa Santista e União Suzano, em 2012, e Grêmio Barueri, em 2013. Já em carreira solo, comandou o São Carlos (sub-20 e profissional) em 2014, quando surgiu o convite para assumir o tradicional Juventus-SP, quando morou no alojamento da Rua Javari. No ano seguinte, levou a Briosa à vaga para a Série A-2.

Em 2016, fez boa campanha com o Uberaba no Módulo 2 do Mineiro, mas não conseguiu o acesso por um ponto. Depois, na URT, além do título de melhor treinador de 2017, ficou muito perto da vaga à Série C. Na temporada seguinte, chamou a atenção do Galo, que o chamou para ser auxiliar da base – e mais tarde técnico do sub-20.

Chance no Galo

Após a demissão de Levir Culpi, em abril de 2019, veio a primeira chance em um time de expressão. Logo de cara, Rodrigo comandou o time nas finais do Mineiro contra o rival Cruzeiro. O título não veio, mas ele seguiu no comando. Eliminou o Santos de Jorge Sampaoli na Copa do Brasil e foi avançando na Sul-Americana, passando por Unión La Calera, Botafogo e La Equidad.

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No entanto, outra eliminação para a Raposa, nas quartas de final da Copa do Brasil, e a traumática derrota para o Colón, na semifinal da Sula, pesaram muito para sua demissão em outubro, com 48,7% de aproveitamento no geral. Ele gosta de destacar, contudo, que seu Galo foi a equipe que mais finalizou naquela Série A.

Carille: amigo e mentor

Técnico campeão brasileiro pelo Corinthians em 2017, Fábio Carille é amigo pessoal e uma espécie de mentor. Eles se conheceram quando Carille ainda era auxiliar de Tite e Rodrigo estava no Juventus.

A opinião do amigo pesou na ida para a base do Galo após anos rodando em times menores.

Rodrigo Santana, quando trabalhava no Juventus-SP, e Fábio Carille, na época no Corinthians. Foto: Arquivo Pessoal

“Ele foi um dos responsáveis por eu decidir aceitar a proposta do Atlético-MG, mesmo sendo para o sub-20. Depois que assumi o time principal, conversei com ele; sempre me passando confiança. Os times dele sempre tomam pouquíssimos gols e está sempre ganhando títulos. Me inspiro bastante nele”, contou Santana ao jornal Hoje em Dia, no ano passado.

Demitido após cinco jogos no Avaí

Com duas vitórias seguidas, Santana estreou no Avaí em março de 2020, pelo Catarinense. Depois, o time somou um empate no último jogo antes da paralisação do futebol por causa da pandemia de Covid-19.

No retorno, em julho, uma derrota e um empate diante da Chapecoense causaram a surpreendente demissão.

“Estava tudo controlado. Quando infelizmente veio a notícia da demissão. Foi opção do presidente, ele tem o poder. E a ideia dele foi trocar o comando, optou pelo Geninho, que já tem uma história lá. E então o trabalho foi interrompido. São coisas do futebol. Para uns acaba sendo legal e para outros uma grande covardia”, explicou Rodrigo Santana, em entrevista à Gazeta Esportiva, no início de outubro.

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