enkontra.com
Fechar busca

Coritiba

Coritiba

Coritiba

Dirceu Krüger se confunde com a história do clube

O Flecha Loira deu muitas alegrias vestindo a camisa alviverde

  • Por Rodrigo Sell, Catho Online

Antiguidade

“Acho que sou o funcionário mais velho aqui no clube. Isso é uma honra para mim por nunca ter sido rejeitado, nunca ter sido mandado embora e sempre aceito pelas diretorias e vários presidentes nesse tempo. Isso nos engrandece porque é sinal que a gente tem um certo valor porque, obviamente, não estaríamos mais aqui.”

O interino

“Há uma estatística que diz que eu sou o segundo técnico que mais dirigiu e presume-se que o primeiro tenha sido o Félix Magno, porque ficou muitos anos no Coritiba, mas isso não importa. O que importa é que procuramos fazer um bom trabalho e sempre torcemos para que aqueles que aqui venham façam um grande trabalho que o Coritiba tanto merece.”

Bandeirão

“Engrandece muito a gente. Às vezes, quero passar às pessoas esse momento que você vive e o porquê de ter uma aceitação com a torcida, sendo o ex-atleta que teve a primeira bandeira. Tudo isso é uma marca, minha família fica muito orgulhosa. Essa geração atual vem e pede autógrafos e é uma coisa nova porque é passado do avô para o pai e do pai para o filho. Essa coisa me deixa muito feliz. É uma foto que marca, pena que eu não lembre o gol. Sei que foi um momento de um gol e queria me expressar de uma forma, me jogar no meio da torcida para comemorar junto.”

Jogos

“Os marcantes são sempre os clássicos. Te marcam mais, como o de 1967 quando ganhamos do Atlético por 5 a 0 e eu fiz dois gols. Em 1968, tive o meu primeiro título e ganhamos aqui (Couto Pereira então Belfort Duarte), fiz o gol da vitória e deu a oportunidade de jogarmos pelo empate lá no Durival Britto e o Paulo Vecchio fez um gol histórico quando estávamos perdendo por 1 a 0 e empatamos aos 45. Depois, em 1972, fiz o gol do bicampeonato. Me marca muito um gol que fiz em Argel, contra a seleção da Argélia. Era um amistoso e eu driblei toda a defesa e o último foi o goleiro, a bola estava quase saindo na linha de fundo e chutei meio sem ângulo. Fiz o gol e a torcida local reconheceu e me aplaudiu. Foi 4 a 1 ou 4 a 2 e eu fiz dois em 1969.”

Companheiros

“Para citar nomes é difícil. Foram grandes jogadores e é difícil citar um e não citar outro. Os dirigentes também, todos, evidentemente que o Evangelino (da Costa Neves) deixou uma marca muito forte. O grande companheiro foi o Valter. Quando iniciei era um grande atacante e éramos grandes amigos e cito o Valter nessa parte. Para citar jogadores seria uma plêiade. Eu joguei com o próprio Valter, Kosileck, Tião Abatiá, Zé Roberto, Hélio Pires, são tantos que até a gente acaba esquecendo alguém.”

Revelações

“Olha, saíram muitos jogadores, que foram para o exterior, que estão aqui no futebol brasileiro. Tem o Miranda, o Rafinha, o Adriano, Marcel, Keirrison, Marlos, todos que surgiram aqui. O Coritiba teve uma felicidade com jogadores que saíram da base e estão dando uma resposta muito boa dentro daquilo que a gente imaginava.”

Kosileck por Krüger

“Isso quem falava era o Evangelino e criou-se uma história.”

Miopia

“Jogamos um amistoso em Joinville, fui cabecear uma bola e errei bisonhamente e o Hélio Alves me disse “Krüger, você vai ter que fazer exame de vista’.”

Extrema-unção

“Isso foi em 1970, infelizmente no meu aniversário. Mas felizmente estou aqui e posso dar essa entrevista e até fiz o gol nessa ocasião. Dei um chapéu no goleiro do Água Verde, Leopoldo, fiquei olhando e me despreveni um pouco, me desarmei, fiquei olhando para ver se a bola iria para o gol ou não. Houve o choque do joelho do Leopold,o onde houve a perfuração no meu intestino, queda das alças intestinais e acabei indo para o pronto socorro e fiquei lá em estado muito grave, em estado de coma. Recebi extrema-unção do Frei Pio, que hoje está no Vaticano, mas sobrevivi. Fiquei 70 dias hospitalizado e fui atendido por uma equipe médica e nosso corpo médico. Houve uma atenção muito especial dos dois Vialle, Roberto e João Carlos, e o chefe de plantão, Dr. Bezede Nassif Júnior, atleticano. Quando saí fui abraçado pelo Dr. Bezede e, em 1972, fiz o gol do título contra o Atlético e logo em seguida encontrei o Dr. Bezede e ele até brincou comigo: “Eu te salvo a vida e você me ferra’”.

Carreira

“Tive a oportunidade de sair, convites, mas nunca quis sair. Tivemos algumas propostas vantajosas, mas não forçamos. Claro que hoje o futebol é totalmente diferente.”

Futuro

“Havia uma expectativa muito grande pelo centenário e o que tem que se ressaltar são os cem anos de história e conquistas. O Coritiba é uma equipe bem direcionada, totalmente profissionalizada e o caminho do Coritiba é o caminho sempre de glórias.”

Siga a Tribuna do Paraná
e acompanhe mais novidades

Deixe um comentário

avatar
300

5 Comentários em "Dirceu Krüger se confunde com a história do clube"


Eternamente Coxa
Eternamente Coxa
9 anos 3 meses atrás

Valeu Flecha Loira, eu o ví jogar! Vc será nosso ídolo eterno! Parabéns à você e ao nosso Glorioso Coritiba!

pinhais# Jd#claudia
pinhais# Jd#claudia
9 anos 3 meses atrás

KRUGER * unanimidade *EVANGELINO+saudade=CORITIBA FOOT BALL CLUBE ::eternidade PARABÉNS ao MAIOR CLUBE do PARANA.

Andre M
Andre M
9 anos 3 meses atrás

Parabéns Kruger, ídolo eterno! Jamais será esquecido…

Francisco Antonio Ramos de Lima Jr
Francisco Antonio Ramos de Lima Jr
9 anos 3 meses atrás

cadelas continuem comprando caliça velha para lavar $$$ de traficante , continuem comemorando os vices de sua vida … continuem dependendo do p** dos outros para ter prazer … continuem sendo o que sempre foram e serão : PERDEDORES RECALCADOS !

Fabiano COXA
Fabiano COXA
9 anos 3 meses atrás

Quem é MAFUZ? A é poodles, assim com oesse pasquim… NÂO TEM CRÉDITO!
Rick Matin, Você, assim com os demais poodles, vão continuar sendo segundo em tudo. Não se esqueça que esse ano ainda não acabou!
Saudações do MAIOR CLUBE DO PARANÁ

wpDiscuz

Últimas Notícias

Mais comentadas