Os dois vacilos que a defesa do Coritiba deu para o ataque do Atlético, e que permitiram os gols rubro-negros, não foram suficientes para esfriar as comemorações no Alto da Glória. A torcida jogou junto com o time e não deixou de contagiar o time alviverde em nenhum momento. A expolosão veio quando Davi, com um petardo, liquidou a partida e sacramentou o 4 x 2. Ele já tinha marcado um de cabeça, mas completou a sapecada para cima do Furacão e incendiou de vez o Couto Pereira. “Fui feliz no chute”, comemorou, com modéstia.

Decisivo, Davi não conseguiu esconder a alegria por ter aceitado o convite para vir atuar no Coxa. “Acho que a melhor coisa que aconteceu para mim foi ter vindo para o Coritiba. Estou demonstrando meu futebol aqui e muito feliz de estar numa equipe como essa. Não só pela qualidade, mas por todo mundo ser amigo. Acho que isso faz a diferença e dentro de campo está dando certo”, destacou o camisa 11. O volante Leandro Donizete foi mais longe. “Com o espírito de hoje (ontem), dificilmente vão ganhar de nós aqui”, vibrou.

Mas a alegria dupla, pela conquista do primeiro turno e pela vaga na final, além da vitória sobre o maior rival, não será estendida por muito tempo. “Temos que manter os pés no chão, por que sabemos que não ganhamos nada ainda. Precisamos voltar focados para o segundo turno e mais fortes ainda para conquistar esse título de uma vez por todas”, projetou Donizete.

Mesmo assim, vencer o rival fica marcado. “Nossa equipe entrou determinada para matar o jogo. Está todo mundo de parabéns”, avaliou Davi. Na diretoria, a empolgação não era menor. “Ganhar o clássico, um dos mais importantes do Sul, onde o nosso rival se dizia mais forte, se dizia mais bem colocado e com jogadores tecnicamente superiores, nos enche de júbilo e de prazer”, disparou Ernesto Pedroso Júnior, membro do conselho administrativo.