Uma tarde infelizmente normal para o Coritiba neste Campeonato Brasileiro. Uma má atuação, a torcida irritada e uma derrota ao final de noventa minutos – desta vez para o Flamengo, por 2×0, neste domingo. Foi a primeira dentro do Couto Pereira, e que novamente deixa a equipe sob fortíssimo risco na luta para fugir do rebaixamento.

A estrela do jogo antes da partida começar foi a camisa do Coritiba. O uniforme número 2 enfim foi apresentado – a famosa “jogadeira”, com desenho semelhante ao utilizado na conquista do título brasileiro de 1985 – quando o Coxa tinha também contrato de fornecimento de material esportivo com a Adidas. Mas foi só uma prévia, comemorando os 31 anos daquele título, porque para encarar o Flamengo o Cori jogou de branco mesmo – a estreia do uniforme será no dia 22, contra o Santos.

E os donos da casa começaram atacando, principalmente pela esquerda, onde Carlinhos vem recuperando o bom futebol. E foi o lateral que quase abriu o placar aos 4 minutos, após bom lance de Kléber. A estratégia do Flamengo era recuar totalmente para sair, organizado por Willian Arão e movimentando Alan Patrick e Éverton. Já o Coxa não mudava – Raphael Veiga atuava bem pela esquerda, Kazim bem pela direita, e era Alan Santos o volante que mais avançava, com o Gladiador liberado para atuar por todos os setores do ataque.

Mas Alan Santos sentiu dores na coxa e saiu com 20 minutos de jogo para a entrada de Iago. E aí o Cori passou a jogar com o garoto mais adiantado, aí sim mudando o jeito de jogar. Só que mais gente no ataque não representou mais domínio, mas um equilíbrio no meio-campo, e com isso o Flamengo ditando um ritmo mais lento à partida. Tanto que a segunda chance de gol demorou e só veio aos 37 minutos, quando Juninho escorou para fora o cruzamento de Kazim.

No todo, o primeiro tempo foi fraco. Wilson não foi acionado, Alex Muralha trabalhou pouco. A etapa final teve um Flamengo mais disposto a atacar. E em uma jogada de velocidade, Guerrero foi lançado em profundidade, ganhou de Luccas Claro na corrida e chutou forte, abrindo o placar.

Perdendo a partida, o Coxa tentou o abafa. Muitos cruzamentos na área, tentativas para Kléber buscar a finalização ou fazer o pivô. Mas se o Gladiador fazia mais uma boa partida, os seus companheiros de frente (Raphael Veiga, Kazim e Iago) estavam mal. Assim ficava difícil até para obrigar Alex Muralha a trabalhar. Apenas aos 18 minutos João Paulo ofereceu algum risco, mas chutando para fora.

Quando se imaginava que Bernardo iria entrar, Pachequinho apostou em Felipe Amorim no lugar de Raphael Veiga. E três erros seguidos de Amorim fizeram a torcida perder a paciência. O nervosismo já conhecido do Coxa só complicava ainda mais a situação. Os cruzamentos na área estavam consagrando Rafael Vaz. Bernardo só entrou aos 39 minutos, no lugar de Ceará.

Mas o desajuste alviverde era evidente. Aos 43 minutos, veio a pá de cal. Cuéllar lançou Marcelo, e o ex-atleticano dominou, virou o corpo e tocou na saída de Wilson. Jogadores foram cobrados, Pachequinho foi cobrado, o Coritiba voltou a ficar em maus lençóis.