Dentro de campo o Atlético teve uma temporada sem sustos e marcou uma campanha mais regular que o Coritiba no Campeonato Brasileiro. Porém, a disputa da melhor média de público entre os rivais foi acirrada. E o jogo da última rodada, que marcou a despedida do craque Alex do futebol profissional, foi fundamental para o Coritiba superar o Atlético na disputa das arquibancadas. O Coxa conseguiu uma média de 12.329 pagantes, contra 12.237 do Atlético-PR, uma diferença de apenas 92 pagantes. Com isso, o Alviverde terminou o Brasileirão em 12º lugar na média de público, uma posição acima do rival rubro-negro, que foi o 13º.

Mas é preciso levar em consideração que o Atlético teve que cumprir nove jogos de punição – foram cinco a 100 km de Curitiba e outros quatro com portões fechados. O Coritiba só disputou uma partida fora do Couto Pereira, diante do Goiás, no duelo realizado na Vila Capanema.

As cinco partidas realizadas pelo Atlético longe de Curitiba não atraíram grandes públicos. O Furacão atuou no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, no Mané Garrincha, em Brasília, no João Havelange, em Uberlândia, além de duas partidas disputadas no Willie Davids, em Maringá.

E foi justamente nos dois jogos realizados na Cidade Canção que foram registrados dois dos cinco piores públicos do Brasileirão. Os 766 pagantes que acompanharam o empate do Atlético diante da Chapecoense marcaram o pior público da competição nacional. O clássico Atletiba, vencido pelo Furacão, com apenas 1.063 pagantes, marcou o terceiro pior público da Série A de 2014.

Por outro lado, quando voltou à Arena da Baixada, o Atlético, além de ter grandes resultados como mandante e fazer do Joaquim Américo um verdadeiro caldeirão, voltou a registrar grandes públicos em 2014. O melhor público do Furacão no Brasileirão aconteceu na vitória por 2×1 sobre o Corinthians, quando quase 20 mil pessoas compareceram ao estádio atleticano.

Contando apenas os jogos que o Atlético mandou na Arena da Baixada, a média do Furacão sobe para 16.454, quase a mesma do Brasileirão. Foram dez partidas no novo caldeirão rubro-negro. E a torcida não via a hora de conhecer de perto a nova casa atleticana. Mas, apesar da capacidade do estádio ser de mais de 40 mil lugares, em nenhum jogo o Atlético conseguiu colocar nem mesmo a metade disso.

Do lado alviverde, com exceção da partida diante do Goiás, na Vila Capanema, quando somente 3.127 torcedores pagaram ingresso, os outros duelos realizados no Couto Pereira receberam públicos medianos. O melhor deles aconteceu anteontem, na vitória por 3×2 sobre o Bahia, pela última rodada do Campeonato Brasileiro e que marcou a despedida do meio-campo Alex do futebol. Ao todo, 25.550 torcedores pagaram para acompanhar de perto o último ato do capitão alviverde dentro das quatro linhas.

O Campeonato Brasileiro deste ano teve média de 16.537 torcedores por partida e uma taxa média de ocupação de 40% ao longo das 38 rodadas do certame. O Cruzeiro, campeão brasileiro, também foi o clube que mais atraiu torcedores ao estádio. O time celeste teve média de público de 29.676, seguido de Corinthians, com 28.960 e São Paulo, que fechou a competição nacional com média de público de 28.544 torcedores por partida.