Consciente da obrigação que carregava, sereno em relação às críticas e pensando no futuro. O presidente Samir Namur já olha para o 2020 do Coritiba, após o acesso conquistado sábado (30), em Salvador. Apesar de ter sido vaiado e xingado por torcedores no Barradão, o dirigente garantiu que entende a reação das arquibancadas e que agora o cenário alviverde será outro.

Namur foi muito criticado pela política de contratações nestes dois anos de gestão – a ponto de outro cobrado pela torcida no sábado ter sido o executivo de futebol Rodrigo Pastana. “Eu me preparei emocionalmente para estar onde eu estou e receber este tipo de pressão. Sempre tentando entender o que está acontecendo, o porquê das críticas, da pressão. Eu, assim como toda a torcida, sei o tamanho que este clube tem. Eu sabia exatamente onde estava entrando e sempre me senti preparado”, disse ele, que não escondeu o alívio pelo acesso. “O sentimento é de alivio por toda a dificuldade que foram estes dois anos, pelo peso da obrigação de subir”, afirmou.

+ IMPERDÍVEL: Confira o podcast De Letra especial sobre televisão!

Apesar das trocas de treinador, Samir Namur garantiu que teve confiança o tempo todo no grupo montado para disputar a Segundona. “Claro que pensávamos que íamos brigar pelo titulo, não aconteceu, mas tinha uma confiança grande nos jogadores. Não à toa o Coritiba ficou 10 jogos invicto no primeiro turno, 13 jogos invicto nesta reta final, terminando com quatro vitória seguidas. Os números mostram que tínhamos elenco para subir e aconteceu”, comentou o cartola. O Coxa terminou a Série B em terceiro lugar, com 66 pontos, a dois do vice-campeão Sport e a nove do campeão Bragantino.

O presidente alviverde preferiu não tratar de futuro – os contratos de Jorginho, Pastana e da maioria do elenco está no final. “É preciso reforçar, elevar o patamar financeiro, de gastos e isto vai acontecer. É claro que a gente busca manter os principais elementos deste time, manter uma base para o ano que vem e reforçar bastante. E eu falei para os jogadores no vestiário que, em 2020, o Coritiba não fica na zona de rebaixamento, não briga para cair e quem destes atletas ficar tem que colocar na cabeça que o Coritiba quer sim brigar por coisas grandes”, garantiu o cartola.

Para isso, a intenção é deixar o Campeonato Paranaense de 2020 em segundo plano. “O Paranaense tem um problema muito grave que é a falta de receita. Não existe contrato com a TV, o campeonato não vai ser transmitido, então porque que o Coritiba valorizaria um campeonato que muito pouca gente valoriza. Temos a Copa do Brasil simultaneamente que o Coritiba foi muito mal recentemente e foi muito prejudicado por usar os principais jogadores no Estadual”, admitiu Samir Namur.

+ Confira a classificação final da Série B!

Ele também lembrou de Dirceu Krüger, o mais homenageado desde o apito final em Salvador. “Quero dedicar este acesso àquele que é e foi o nosso exemplo de jogador, funcionário, técnico, que nos deixou no começo do campeonato e nos impulsionou em toda essa campanha. O mais importante para nós, dentro do Coritiba, é dedicar esse acesso ao Dirceu Krüger”. Samir sabe que a pressão por resultados só vai aumentar, e por isso já determinou que ontem foi o último dia de festa. “Mas já na segunda-feira (hoje) temos um dever muito maior de fazer mais em 2020, que esta torcida e este clube merecem”, finalizou.

Confira as matérias especiais sobre o acesso do Coxa:

+ Veja como foi a festa no aeroporto Afonso Pena
+ A comemoração foi no Couto Pereira
+ Torcida protesta contra a diretoria

+ Os momentos decisivos da campanha alviverde