A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não deve intervir, neste primeiro momento, na negociação envolvendo Coritiba e Grupo Globo que pode culminar com a paralisação da Série B do Campeonato Brasileiro devido a um bloqueio nas cotas de televisão dos demais clubes do torneio. Em nota oficial enviada à reportagem, a entidade evitou opinar sobre o assunto: “A CBF está acompanhando as negociações e aguardando uma solução entre as partes”.

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Questionada sobre uma possibilidade de entrar na negociação para “selar a paz” entre clube e detentora dos direitos de imagem, a CBF optou por se manter fiel à nota emitida. A entidade também não quis se pronunciar sobre a procura de clubes pedindo a paralisação da competição.

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A Globo negocia com os clubes o pagamento de parte das cotas de televisão no período entre 2018 e 2022. O Coritiba não acatou aos termos solicitados e não assinou o contrato emitido pela emissora, que cancelou o pagamento das demais equipes. E estas se mobilizaram para tentar paralisar o torneio. O time paranaense alegou já ter um vínculo com o Esporte Interativo e propôs um acordo apenas para a atual temporada, o que não foi bem aceito pela emissora.

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Com exceção de Coritiba e Goiás, as demais clubes recebem R$ 8 milhões, entre cota fixa e verba de logística. Os times alviverdes recebem a mais por terem campanhas recentes na Série A.

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Apesar da mobilização, os próprios times da Série B não acreditam em uma paralisação. O presidente do Oeste prefere deixar a situação nas mãos da CBF, que deve apenas acompanhar a negociação entre as partes, sem se comprometer.

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“Sim, existe uma movimentação, mas não chegou nada até o Oeste. O Coritiba não fez nenhum contato conosco. Eu acredito que não há a menor chance dessa paralisação acontecer porque nós temos contrato de TV a ser cumprido e não temos ligação com esse impasse do Coritiba”, disse o presidente.

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