“Pode ter certeza que agora chegou a paz”. A frase de Kléber ainda no intervalo da vitória do Coritiba sobre o Prudentópolis rendeu. Afinal, o capitão e artilheiro alviverde abriu a porta para os problemas que estavam atrapalhando, segundo ele, o Coxa neste início de temporada. E o que tinha mudado entre o jogo do Prude e a crise alviverde? A troca no comando técnico.

Então, a primeira coisa que veio à mente quando o Gladiador falou coisas como “a gente sabe que estava numa fase ruim, sabíamos o que estava acontecendo e sabemos o que aconteceu. As coisas precisam mudar” era que o problema era Paulo César Carpegiani, que tinha sido demitido na segunda-feira de Carnaval. “É agora que voltou a paz. É difícil falar. A gente sabe o que acontece. Vocês (imprensa) julgam pelo dia do jogo. É o trabalho de vocês, óbvio. Mas a gente sabe das coisas”, completou o capitão do Coritiba.

Sem um ataque direto do camisa 83, ficou a dúvida. E que apontava para Carpegiani, que aproveita o período sem trabalho em Balneário Camboriú. E a primeira reação do treinador foi de surpresa. “Não ouvi as declarações do Kléber, então não posso falar sobre o que ele quis dizer. O que posso falar é que o Kléber era meu capitão. É um cara que tinha minha total confiança. Sempre dei a palavra a ele no vestiário. Ele nunca se dirigiu a mim por qualquer tipo de problema. Se tivesse algo errado ele teria a obrigação de me falar”, comentou.

Liberdade

Apesar de ter tido vários problemas de relacionamento durante sua passagem no Coxa, Paulo César Carpegiani garante que o ambiente interno era muito bom. “Eu conversava muito com todos eles. Falava muito com Juninho, Walisson Maia, Werley, Edinho, Kléber. Perguntava as opiniões sobre escalações, táticas. Sempre deixei tudo claro. Por isso eu digo, se os jogadores tivessem algum problema teriam obrigação de falar comigo”, reiterou o treinador.

Para ele, o problema que levou à sua demissão foi a falta de postura da diretoria, que fez força para que ele ficasse e o mandou embora quando a crise explodiu. “Havia um planejamento. A diretoria estava ciente que tivemos uma pré-temporada difícil, com muitos jogadores ficando de fora. Teve jogadores que nem tinham estreado. Nós não estávamos jogando bem. Mas é que nós dependemos exclusivamente de resultados”, reclamou mais uma vez.

Para o lugar de Carpegiani, o Coritiba aposta temporariamente em Pachequinho, que inclusive é o favorito dos jogadores para ficar no comando técnico. Mas a diretoria quer porque quer contratar um técnico experiente, mas por ora recebeu negativas de Jorginho, Marcelo Oliveira, Levir Culpi e Vanderlei Luxemburgo.