Principal referência do futebol paranaense na atualidade, Alex escreve neste domingo (7) o seu último capítulo como jogador de futebol. Numa conversa descontraída com a equipe do jornal Tribuna do Paraná, ele falou do passado, presente e futuro. Sem rodeios, revelou que o desgaste da temporada o fez pensar em “pendurar as chuteiras” antes mesmo do término do Brasileiro. Líder ativo do Bom Senso, ele não se esquiva de críticas a governo e dirigentes e também faz um alerta: “Os jogadores de hoje são alienados. Não se tem mais aquele sentimento lúdico do futebol. Só se pensa em dinheiro”.

Sempre com um discurso muito equilibrado – mas nem por isso não ácido – o craque coxa-branca recordou de alguns momentos de sua carreira. “Tive um início muito irregular. Fazia jogos ótimos e outros muito ruins. O equilíbrio só veio mais tarde, no Palmeiras e, depois, no Cruzeiro. Amadureci”, destacou Alex. Sempre grato ao mestre Sisico, ele também não se esquece das contribuições que cada um dos treinadores com quem trabalhou deu à sua carreira. A começar de Paulo César Carpegiani, que o lançou com apenas 17 anos. “Ele bancou a minha permanência no time, sempre com a participação do Cláudio Marques, que era seu auxiliar. Eles confiaram no meu potencial”.

Mesmo saindo de cena neste domingo, Alex sabe que dificilmente ficará fora do futebol. Seu plano imediato é estudar para abraçar a carreira de técnico, mas não descarta a possibilidade de até partir para um lado administrativo, de dirigente. Se treinador, não gostaria de trabalhar no futebol paranaense. “Ouvi o que o Levir Culpi disse e concordo. Não é fácil trabalhar aqui. Curitibano dificilmente faz sucesso trabalhando em Curitiba”, cravou. Apesar de toda a sua participação no Bom Senso, o craque não pensa em, por exemplo, seguir os passos de Romário. “Política não é pra mim. Fui até convidado para me filiar a um partido, mas disse não”. Em contrapartida, Alex admite em um médio prazo entrar de cabeça na política interna do Coritiba. “Isso sim, isso pode acontecer mais pra frente”, comentou.

E tem mais: os momentos em que Alex pensou em parar antes do final do Brasileiro, a lembrança de uma geração especial do futsal paranaense e a relação do camisa 10 com as redes sociais. Todos os detalhes desse bate-papo, você confere na edição da próxima segunda-feira da Tribuna.