São Paulo – A marca mais famosa do   mundo quer se juntar à categoria mais poderosa do automobilismo no planeta. De acordo com o jornal Blick, em artigo assinado por Roger Benoit (um dos jornalistas mais próximos de Bernie Ecclestone, dono da categoria), a Coca-Cola está perto de fechar um acordo para se tornar a principal patrocinadora da Fórmula 1. Principal a ponto de batizar a competição com seu nome, algo como ?Campeonato Mundial Coca-Cola de F-1?.

Tal prática é comum nos EUA, mas rara na Europa, berço da F-1. O principal campeonato americano, a Nascar, leva o nome da operadora de telefonia Nextel. Antes, a competição era patrocinada pela marca de cigarros Winston, e durante anos o público se referia a ela simplesmente como Winston Cup.

Também nos EUA é comum a venda de nomes de estádios e ginásios a empresas, algo que está se disseminando também por outros continentes. No Brasil, os casos mais recentes são o da Arena da Baixada, estádio do Atlético, que virou Kyocera Arena (marca de telefones celulares). Na Alemanha, o estádio feito para a Copa, em Munique, ganhou o nome de Allianz Arena, bancado por uma seguradora.

A ofensiva da Coca-Cola pode ter como pano de fundo o crescimento da Red Bull, que não concorre no mercado de refrigerantes, mas já abocanha fatias importantes de consumidores jovens. A marca de bebidas energéticas baseada na Áustria investe muito em esportes radicais e hoje tem sua equipe própria na F-1.

No ano que vem, a Red Bull será representada por dois times, já que comprou a Minardi exclusivamente para ser porta de entrada para pilotos americanos na categoria. A intenção é clara: ganhar participação no maior mercado consumidor do mundo, os EUA.