Walter Alves
O volante Chico pode
ser improvisado na lateral esquerda, no lugar de Michel, suspenso por 120 dias.

Na última rodada do Brasileirão, o Atlético pode promover a estréia como titular de uma de suas principais apostas para a temporada 2007. O volante Chico, de 19 anos, deve começar a partida contra a Ponte Preta, amanhã, jogando na lateral-esquerda.

Chico vai ocupar a posição que foi de Michel ao longo de quase toda a temporada. O titular da camisa 6 está suspenso por 120 dias pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por agredir o zagueiro Marcos Winicius, do Corinthians. Nas últimas partidas, quem jogou pela ala-esquerda foi Ivan, que não está relacionado para o jogo em Campinas.

Segundo Vadão, Ivan pediu para ficar de fora do duelo contra a Macaca. ?No jogo passado, ele se queixou muito de cansaço. Então, deixamos ele jogar no time B e vamos levar um jogador que esteja mais inteiro?, revela o treinador. Ivan jogou com os reservas do Furacão ontem à tarde, contra o Roma, pela Copa 100 Anos.

Vadão ainda não confirmou a escalação de Chico entre os titulares. Além dele, o time contará com Moreno para a posição. ?Vamos conversar melhor com o Chico. Ele já jogou algumas vezes como lateral, mais é uma improvisação. Se ele estiver bem à vontade, sai jogando. Se não, a gente entra com o Moreno?, afirma o comandante atleticano.

Se depender da vontade de Chico, tudo indica que o escolhido será mesmo o jovem volante, recém-promovido da equipe de juniores. ?O Vadão ainda não decidiu se jogarei eu ou o Moreno. Mas ele está confiando em mim e se me escolher vou dar o melhor. Estou adaptado para jogar como lateral e zagueiro e não vai haver dificuldade nenhuma?, garante.

Chico começou a jogar futebol no Paraná Clube, em 2002. Depois, foi para o PSTC, de Londrina, a famosa fonte de craques do Furacão, que revelou Kléberson, Fernandinho, Dagoberto, entre outros.

O volante chegou ao Atlético no início de 2005, para integrar o time de juniores. Este ano, foi convocado pela seleção brasileira sub-20 e, jogando como zagueiro, conquistou o título do Torneio do Mediterrâneo, na Espanha.

Regulamento não vale pra todos

Na Confederação Sul-Americana de Futebol, a regra que vale para uns, parece não se aplicar a outros. Após vetar a Kyocera Arena na decisão da Libertadores do ano passado e avisar que não aceitaria o estádio caso o Atlético chegasse à decisão da Sul-Americana deste ano, a Conmebol parece ter mudado de idéia em relação ao Pachuca, do México.

Ontem, o time mexicano disputou a primeira partida da final da Sul-Americana, contra o Colo Colo, do Chile. O jogo foi no Estádio Miguel Hidalgo, em Pachuca, que, segundo o site oficial do clube, tem capacidade para 30 mil pessoas. O problema é que o regulamento da competição (que neste ponto é o mesmo da Libertadores) exige no mínimo 40 mil lugares para abrigar uma decisão continental.

Como a Arena comporta no máximo 25.272 torcedores, o Rubro-Negro foi obrigado a jogar no Beira-Rio, em Porto Alegre, a final da Libertadores. Este ano, o Atlético esteve próximo de enfrentar o mesmo problema. Semifinalista da Sul-Americana, o Furacão recebeu antecipadamente da Conmebol o recado de que não poderia usar a Arena caso chegasse à final.

Porém, ontem, o Atlético viu que a regra não valeu para o Pachuca.

Em entrevista por telefone à Tribuna, o diretor de imprensa da Conmebol, Nestor Benítez, disse que a entidade tem informações diferentes das apresentadas no site oficial do Pachuca. ?Temos um documento que auferiu a capacidade do Estádio Hidalgo em 38.905 lugares. Ele tem o aval de todas as autoridades mexicanas?, afirmou.

Segundo Benítez, a Arena não seria liberada por uma questão de segurança. ?O estádio do Atlético Paranaense tem uma diferença de quase 20 mil pessoas em relação ao regulamento. Na Libertadores, queriam utilizar uma estrutura metálica, que é proibida pela Fifa?, argumentou, esquecendo-se que no mesmo ano o Santo André utilizou arquibancadas metálicas em seu estádio em jogos da Libertadores.

Irritado com a questão, o diretor da Conmebol disse que a entidade jamais tentou prejudicar o Atlético. ?Nunca agimos com má-fé com o Paranaense e nem qualquer outro clube. A Conmebol trata todos de maneira igual?, garantiu.

A diretoria do Atlético preferiu não comentar o assunto.