As duas equipes fizeram uma partida
muito fraca tecnicamente.

Que jogo é esse? Olhando as fotos fica difícil de saber. Afinal, o Guarani entrou em campo de vermelho (quase vinho) e o Atlético de dourado. As camisas podem até ser bonitas, mas a tradição foi jogada para longe. E, pelo jeito, o futebol foi junto – a partida de ontem à tarde no Brinco de Ouro foi de baixo nível técnico, e o empate de 0x0 acabou sendo justo. Mas se alguém deveria ter saído com a vitória, teria que ter sido o Rubro-negro. Quer dizer, o Rubro-negro-dourado.

Até porque foi o Atlético quem jogou com consciência tática. O que não era fácil, principalmente porque o técnico Levir Culpi não tinha a experiência de Diego no gol, a liderança de Rogério Correa na defesa e a força de Ilan e Dagoberto no ataque. Para completar, Allan Bahia também estava fora. Com isso, era um Atlético desfigurado que entrou em campo no interior paulista. Vai ver que essa foi a causa para a colocação da camisa dourada.

Do outro lado, os “vinhos?? estavam com um time ruim por natureza. Chega a dar dó a fraqueza técnica do Guarani, que tem como referência o veterano Viola. Alexandre, que joga mais na frente, também sofre com seus companheiros, entre eles o argentino Loscri, que tem como virtude apenas a nacionalidade. Jogando com serenidade, o Atlético dominava o jogo, enfrentando o desespero dos bugrinos.

Faltou apenas a “ajuda?? do árbitro Luís Antônio Silva Santos, que não marcou penalidade em cima de Fernandinho. “Só ele não quis ver. É complicado jogar assim”, desesperou-se o meia atleticano, um dos destaques da partida, ao lado do estreante Dennys. O lance seria a complementação ideal do bom primeiro tempo “rubro-negro-dourado??, que sofreu com a contusão de William e ainda teve que recuperar Bruno Lança, que cortou o supercílio – ele teve que ser atendido no vestiário, e o Atlético encerrou a primeira etapa com dez jogadores.

Na segunda etapa, a vontade esbarrou na falta de ritmo e de entrosamento. Aproveitando isso, e partindo para o abafa, os “vinhos?? do Bugre conseguiram boas jogadas, principalmente no arremate de Viola que explodiu na trave. Cléber, pouco acionado na partida, teve que trabalhar muito no final, e o goleiro saiu como grande responsável pelo empate, que acabou sendo bom para o Rubro-negro, que chega aos cinco pontos – e mantém-se igual ao Guarani em todos os critérios de desempate.

CAMPEONATO BRASILEIRO
GUARANI 0X0 ATLÉTICO

Guarani: Jean; Marlon, Juninho, Paulo André e Patrick; Roberto, Loscri, Careca e Luís Fernando (Harison); Alexandre e Viola. Técnico: Joel Santana

Atlético: Cléber; André Luís (Raulen), Igor, Marinho e Marcão; Fabiano, Bruno Lança, William (Ricardinho) e Jádson; Fernandinho e Dennys (Vânderson). Técnico: Levir Culpi

Súmula
Local:
Brinco de Ouro da Princesa (Campinas-SP)
Árbitro: Luís Antônio Silva Santos (RJ)
Assistentes: Carlos Henrique Alves de Lima (RJ) e Elson Passos Sena Filho (RJ)
Cartões amarelos: Paulo André, Harison, Alexandre (GUA); Fabiano, Raulen, Ricardinho (CAP)
Renda: R$ 19.658,00
Público: 1.762 pagantes