A seleção brasileira masculina de basquete já está entre as oito melhores do mundo, mas sofreu muito para assegurar presença nas quartas-de-final do 14.º Campeonato Mundial de Basquete. Nesta segunda-feira, o Brasil precisou ir à prorrogação para vencer Angola por 86 a 83, após empate por 74 a 74 conseguido a 8,3 segundos do término do tempo normal (teve 11 pontos de desvantagem no quarto período). A campeã africana vencia por 74 a 71, quando Rogério empatou ao acertar três lances livres na cobrança de falta. O relógio ainda marcava quatro segundos, mas o angolano Jaoquim Gomes errou uma bandeja e permitiu a prorrogação.

No tempo extra, novamente, a vitória brasileira veio a 8 4 segundos do fim, com uma cesta de Marcelinho e a falha de Angola, que ainda teve a posse de bola, em dois lances de três pontos. Marcelinho, com 25 pontos foi o cestinha do jogo e Edmar Vitoriano, o principal marcador angolano, com 22. ?Para nós foi um sofrimento incrível, uma vitória sofrida, mas uma vitória?, afirmou o técnico Hélio Rubens Garcia, admitindo que ?o Brasil foi ?bafejado? pela sorte?. Observou que ficar entre os oito primeiros já ?é uma glória? e que agora a meta é pelo menos o sexto lugar.

A seleção brasileira está invicta em quatro jogos, posição que terá enorme dificuldade para manter de agora em diante. Nesta terça, o adversário é a fortíssima Iugoslávia, às 15h30 (com ESPN/Brasil). Atual campeã da Europa, apenas três dos 12 jogadores da seleção atuam em equipes iugoslavas – quatro estão na NBA, incluindo Vlade Divac, do Sacramento Kings, e os demais na Europa, especialmente na Espanha. Os espanhóis serão os últimos rivais do Brasil nessa fase, na quarta, às 22 horas neste segunda venceram a Turquia por 87 a 64.

Os outros jogos da rodada desta segunda são : Angola x Turquia, Espanha x Porto Rico, Alemanha x Argentina, China x Rússia e Estados Unidos x Nova Zelândia.

        Pivôs – A deficiência brasileira nos rebotes – nesta segunda foram 37 para o Brasil e 44 para Angola – refletem o que já era uma preocupação do técnico Hélio Rubens Garcia, antes do embarque, quando soube que a seleção não teria o pivô Maybyner Nenê Hilário, um bom reboteiro. Hélio Rubens tem os irmãos Sandro e Anderson Varejão, o jovem Tiago Splitter, de 17 anos, e improvisa Guilherme, que é ala, na função de pivô. O Brasil mostra um time muito irregular que alterna momentos de gigante com erros absurdos. ?Temos de ter calma com momentos de irregularidade, é fruto do noviciado, da experiência?, afirma Hélio Rubens.