O Atlético ainda aguarda a aprovação do financiamento de R$ 176 milhões junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para viabilizar as reformas na Arena da Baixada, mas para não deixar as obras paradas vai se virando para captar recursos com fontes alternativas. A retirada do telhado e das cadeiras da Arena da Baixada, que começaram esta semana, podem gerar valores extras para o clube e render uma economia de até R$ 6 milhões.

O destelhamento do estádio custaria em torno de R$ 2 milhões, mas acabou gerando dinheiro para o Furacão. Na venda do material, o clube, além do valor arrecadado – que não é divulgado pela diretoria – ainda conseguiu que a empresa compradora também bancasse toda a retirada. As cadeiras também ajudam a gerar economia. Duas empresas já teriam feito propostas pelos assentos, mas caso não seja oficializado um comprador a diretoria tem um plano B.

Neste caso, seria colocada em prática uma ação de marketing para atrair os sócios. Eles poderiam adquirir, como suvenir, as respectivas cadeiras que ocuparam nos jogos do Furacão. Porém, como o valor de mercado não é muito baixo, os preços não seriam tão atraentes para os torcedores que desejarem fazer a compra unitária.

Se colocar o plano em prática, o Atlético repetirá a estratégia da construção da primeira Arena da Baixada, em 1997, e que virou febre entre os torcedores. O Furacão vendeu pedaços do antigo Joaquim Américo. A ação de marketing da época foi também uma maneira de o Rubro-Negro conseguir recursos para ajudar na construção da Baixada.

Enquanto construía seu estádio na década de 1990, o Furacão precisou da ajuda do torcedor. Além de vender pedaços do Joaquim Américo demolido, também deu início ao primeiro plano de sócios. O clube vendeu cadeiras antecipadas e teve adesão grande da torcida. Os rubro-negros apostaram na ideia, sem mesmo saber se a obra seria finalizada. Desta vez, sem as dívidas que tinha na época, com o clube estruturado, a preocupação é contrária. O Atlético tem receio de perder um grande número de sócios, principalmente por não ter ainda assegurado um estádio que lhe sirva de casa provisória e que comporte os estimados 18 mil sócios que ainda tem.

Veja na galeria de fotos como anda o obra.