Após a comunicação de ausência por parte dos candidatos Sergio Moro (PL) e Sandro Alex (PSD) no debate promovido pela plataforma multimídia TMC Paraná na noite desta quarta-feira (26), o candidato Requião Filho (PDT) participou de uma sabatina no Teatro Positivo. Segundo o regulamento do evento, caso ocorresse a desistência de dois candidatos convidados, seria realizada a sabatina com quem mantivesse a participação.
Durante a entrevista, o deputado estadual defendeu a integração entre o poder público estadual e federal na área da segurança pública. “Trabalhar com o governo federal é essencial, porque nós temos que compartilhar informações com a PF e a PRF. O Paraná, que é um estado com fronteiras, precisa compartilhar informações com o Exército, Marinha e Aeronáutica, para que a gente possa proteger inclusive a fronteira nacional”, afirmou.
Ele também comentou as condições de trabalho dos agentes de segurança pública no estado e afirmou que é preciso realizar investimentos e concursos públicos na área. “A polícia está doente, sobrecarregada, recebe mal porque o governador não corrigiu o salário deles com a perda inflacionária e trabalha 60 horas por semana. Para trabalhar no combate ao crime organizado, é preciso inteligência e fortalecimento das forças de segurança. Não é comprar viatura bonita, é policial bem pago, bem treinado, descansado e podendo trabalhar”, disse.
O parlamentar voltou a criticar a privatização da Copel e a defender a retomada do controle pelo Estado, que segue sendo acionista da companhia. O primeiro passo, segundo ele, seria uma auditoria do processo de privatização para “passá-lo a limpo”: “O Estado recebeu R$ 3,2 bilhões pela venda da Copel. Esse dinheiro já acabou, já foi gasto, e sabe quanto ela distribuiu nos últimos anos para os acionistas? R$ 6 bilhões, o dobro do que o Estado recebeu pela venda dela. Foi um péssimo negócio”.
Ainda na temática, Requião Filho disse que, se eleito, a Celepar não seria privatizada e que a Sanepar passaria por uma mudança de direcionamento para voltar a “fazer investimentos de cunho social”.
“Há investimentos que não são feitos porque a Sanepar diz que não tem retorno em menos de nove anos. Mas, para uma cidade, há um retorno imediato em uma área industrial, onde várias empresas e várias indústrias podem abrir, gerando emprego, gerando arrecadação de impostos, aquecendo a economia. Não adianta fazer uma cidade industrial sem água e esgoto, porque ninguém vai construir uma empresa, uma indústria. Então, a retomada dessas empresas estratégicas é importante para que a gente diminua o custo do Paraná”, afirmou.
Ao responder à pergunta sobre quais são as diferenças entre sua visão política para o Paraná e a de seu pai, o ex-governador Roberto Requião, ele citou a diferença de idade e sua maior familiaridade com o potencial do uso de tecnologia. “Uma coisa é respeitar a história, outra coisa é viver de passado. O Paraná teve muitos governadores com bons programas, boas ideias e boas construções. A ideia é um governo de 2026 para frente, aproveitando aquilo que já deu certo”, declarou.
Segundo a organização do evento, Sergio Moro e Sandro Alex cancelaram as participações no debate durante a tarde.
