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Curitiba

Posto abandonado vira dor de cabeça pra moradores do Portão

Posto de gasolina abandonado virou dor de cabeça para moradores do Portão. Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná
Alex Silveira
Escrito por Alex Silveira

Um posto de gasolina abandonado no Portão, em Curitiba, tem deixado a vizinhança sob risco. Moradores reclamam que os antigos tanques de armazenagem de combustível e do lava-car estão abertos e com acúmulo de água parada. Isso estaria causando risco à saúde, principalmente pela proliferação de larvas de mosquitos, que podem ser, inclusive, transmissores da dengue (Aedes aegypti).

Além do problema da água parada, há uma quantidade significativa de lixo a céu aberto dentro do terreno do posto, que não está cercado. O local fica na Rua Paranaguá, na altura do número 900, na esquina com a Avenida Presidente Kennedy. O estabelecimento funcionava com a bandeira da BR Distribuidora. Autuações emitidas pela prefeitura de Curitiba por causa das condições do local somam cerca de R$ 4 mil.

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A vizinhança diz já ter reclamado da situação com a prefeitura, via 156. Os principais pedidos são para que se mantenha o local limpo e cercado, para evitar que o lixo se acumule no local e para que pessoas estranhas, que não sejam os donos do terreno, não andem e nem permaneçam por ali. “Do jeito que está, fica fácil para qualquer um despejar todos os tipos de lixo, depredar o que resta da estrutura de alvenaria e tornar as áreas próximas do local inseguras para os moradores. Também para os pedestres que costumam transitar pela região”, reclama o corretor de seguros Ademir José Dias, 57 anos, que tem seu escritório quase ao lado do antigo posto.

Ademir José Dias tem seu escritório quase ao lado do antigo posto e reclama da insegurança. Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná

Ademir José Dias tem seu escritório quase ao lado do antigo posto e reclama da insegurança. Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná

Segundo Dias, o posto já estaria abandonado há pelo menos dois anos e meio. Mesmo com as reclamações via 156, que ocorrem desde então, nada muda e o local segue sendo um transtorno para o bairro. “Acaba que ficamos ser ter a quem recorrer para encontrar uma solução”, reflete.

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Outro vizinho, que prefere não se identificar, conta que o local costuma ser frequentado por catadores de lixo reciclável e também outras pessoas. Ele não classifica o lugar como um mocó para usuários de drogas, porque o posto não tem mais a cobertura do telhado, o que impossibilita o pernoite. “No começo, tudo foi sendo depredado aos poucos. Tiraram a cobertura e foram pegando tudo o que achavam que era de valor. Agora, fica mais como lugar de passagem, onde deixam o resto de coisas que não querem mais. Há pouco tempo, até armário velho as pessoas deixavam aí”, contou.

No terreno baldio ao lado do posto, porém, o vizinho contou que entra gente. “Tem uma árvore ali que esconde as pessoas. Não dá pra afirmar que tem gente que dorme por li, mas existe uma movimentação”, disse.

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A prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria do Urbanismo e Assuntos Metropolitanos (SMU), explicou que já advertiu e multou o proprietário por mais de uma vez. A última autuação foi em julho deste ano. Mas, como informou a pasta, ocorreram outras autuações em março, maio e novembro de 2018. Também houve notificações para que tomassem providências em relação à vedação do espaço em janeiro, agosto e julho de 2019.

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As multas geradas somam um valor em torno de R$ 4 mil, pelo local não estar vedado e limpo. Só em agosto de 2018, a multa foi de pouco mais de R$ 2 mil e o CNPJ da empresa, proprietária do imóvel, foi negativado.

Reclamação adianta

Após a Tribuna correr atrás de informações sobre o local, uma empresa contratada pela BR Distribuidora começou a mexer no local e promete limpar tudo e fechar o terreno. Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná

Após a Tribuna correr atrás de informações sobre o local, uma empresa contratada pela BR Distribuidora começou a mexer no local e promete limpar tudo e fechar o terreno. Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná

Embora a vizinhança tenha feito reclamações pelo 156 da prefeitura, sobre problemas com os antigos tanques do posto, a SMU informou em nota que “não tem denúncias registradas no Sistema da SMMA (Secretaria do Meio Ambiente)”. No entanto, há um processo de 2015 registrado quando o estabelecimento ainda estava ativo. O posto foi fiscalizado em maio daquele ano, em operação conjunta com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Receita Estadual e autuado por estar sem licença de operação.

Em nota, a SMMA explicou que “só é acionada para verificação quando existem denúncias de irregularidades ou quando o proprietário do posto entra com uma solicitação de desativação de atividade (ADA), quando o proprietário resolve instalar outro ramo de atividade que não seja posto de abastecimento de combustível”.

Por outro lado, a prefeitura aponta que a responsabilidade pela manutenção do imóvel é do proprietário. E que autos serão encaminhados para inscrição da empresa em divida ativa.

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Procurada pela reportagem, a BR Distribuidora informou que o posto está inativo por causa de demanda judicial envolvendo o ponto de venda. Em nota, a BR também disse que, recentemente, “retomou a posse do imóvel e está avaliando a melhor estratégia para sua destinação. A companhia já acionou sua área de engenharia e solicitou a limpeza completa do local e eventuais medidas para impedir a entrada de terceiros e o acúmulo de lixo”.

O primeiro contato com a BR Distribuidora foi realizado na última quarta-feira (7), para cobrar posicionamento a respeito da limpeza e manutenção do local. Na segunda-feira (12), a reportagem esteve novamente no local e constatou o início da limpeza. A empresa de equipamentos e manutenção responsável pelo trabalho é a Fuel Techcnn, de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Funcionários da empresa atuam no posto desde o fim de semana, com a promessa de fechar os tanques e isolar o terreno com tapumes.

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Alex Silveira

Alex Silveira

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6 Comentários em "Posto abandonado vira dor de cabeça pra moradores do Portão"


Oscar Aglio
Oscar Aglio
7 dias 15 horas atrás

No Brasil é sempre isso: pendências judiciais intermináveis, e a incolumidade pública que se lixe. É mais ou menos o que vi ontem, no jornal: esquerdopatas de ONGs ambientais reclamando que o atual projeto de Lei sobre licenciamento ambiental seria danoso ao meio ambiente, porque dispensava o licenciamento em situações de risco à coletividade. Para esse mentes deterioradas, vale à pena salva meia dúzia e macacos, com medidas judiciais que se arrastam por décadas, que a vida humana. Como ocorre no caso desse posto abandonado. País sem solução ou saída. O último que sair, apague a luz, por favor.

REINALDO  .
REINALDO .
7 dias 16 horas atrás

O responsável pela ordem pública é o poder público. A prestação de serviços a sociedade que é sua função, está péssima, veja nesse caso, é ridículo. Até quando temos que conviver com isto.

Jalim Rabei
Jalim Rabei
7 dias 18 horas atrás

Tudo isso sem contar que algum desavisado ou algum animal pode cair ali. A solução é multar sem dó. Um dia, e não demora, o proprietário dependerá da PMC para algum assunto e terá que quitar o débito.

Cavernaba Curitiba
Cavernaba Curitiba
7 dias 20 horas atrás

Complicado, a população saqueou o local, e o problema só aumentou.

Gárgula
Gárgula
7 dias 19 horas atrás

População. kkkkkkkkkk

Carlos Gomes
Carlos Gomes
7 dias 20 horas atrás

Complicado, dependendo da região, se não for muito valorizada nem em leilão compensa comprar um terreno deste pelos altos custos pra retirar os tanques abandonados, multa em um CNPJ de empresa inativa de nada adianta pref.

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