Sim, Pablo Escobar está vivo. Ao menos para as pessoas que vivem do apelo de seu nome e da história de terror pela qual ele é um dos principais responsáveis.

Em 2014 eu estive em Medelim, na Colômbia, terra de Pablo Emilio Escobar Gaviria, e cada táxi que eu pegava era uma história dos tempos de Narcotráfico forte.

“Aquelas casas ali eram do Pablo Escobar ó”, “Essa casa noturna é onde aconteciam algumas reuniões do Cartel de Medelim”, “Esse bairro inteiro foi construído por Don Pablo”, “Nossa imagem é muito manchada por causa do Narcotráfico, culpa do Pablo Escobar” e etc.

A certeza que fica é que Escobar ainda segue vivo na memória de todos os cidadãos de Medelim. Amado por uma parte da cidade e odiado por outra.

Mas não é só de memória que a população vive. Muitas pessoas lucram com os tempos escuros da Colômbia.

No primeiro episódio do seriado “Turismo Macabro” da Netflix, o jornalista David Farrier mostra como o turismo em Medelim fatura muito com os curiosos que vão visitar os locais por onde Pablo Escobar passou e inclusive os locais onde assassinatos foram cometidos a mando dele.

Uma das partes mais “absurdas” do turismo é comandado por Jhon Jairo Velásquez, o Popeye, nada menos de que o braço direito de Escobar. O Sicário é responsável por mais de 250 assassinatos, mas Segundo a justiça, Popeye já pagou por seus crimes ligados a Pablo Escobar e na época em que o seriado foi gravado ele estava solto e gravava vídeos para o Youtube contando casos do Narcotráfico.

Popeye, a esquerda. Cena do Seriado ‘Turismo Macabro’. Foto: Reprodução/Netflix

Mas é importante ressaltar que a imagem que muitos possuem da Colômbia, como um país extremamente violento, não é bem a realidade atual, ao menos para nós brasileiros.

Após a época forte do Narcotráfico, o país passou por uma reestruturação e hoje aparece apenas com duas cidades (e Medelim não é uma delas) na lista das 50 cidades mais violentas do mundo, lançada em abril deste ano. Para você ter uma ideia, o Brasil aparece com 14 cidades!

Agora que você já sabe que estatisticamente é menos perigoso viajar para Medelim do que para muitas cidades brasileiras, fica a pergunta:
Você faria o “Turismo Macabro”? Ajudaria a manter viva a memória de Pablo Escobar?