O tempo passa para todos, não temos como negar. E a medicina tem evoluído para reverter os sinais do tempo, nos presenteando com novas possibilidades para preservarmos a saúde e mantermos o aspecto jovial.

Em relação às mulheres, há uma preocupação. É a diminuição da lubrificação vaginal, que gera um incômodo, especialmente na relação sexual, mas também fora dela.

Este desconforto é conhecido tecnicamente como atrofia genital ou vaginite atrófica, caracterizada pela secagem e inflamação das paredes vaginais. Acontece quando o corpo diminui a produção de estrogênio (hormônio feminino), geralmente em mulheres que estão na menopausa, no período pós-parto ou submetidas à tratamentos hormonais.

A mucosa vaginal é nutrida pelo estrogênio e quando está alterada, a sensação que era para ser boa, fica desagradável. Hoje a preocupação é melhorar a qualidade de vida e uma novidade para tratar este tipo de problema é a aplicação de laser, melhorando a sensibilidade da região para que diminua a dor e oportunize sensações prazerosas.

O laser é uma luz que atinge profundamente a mucosa e consegue recuperar a elasticidade e a umidade da vagina. A aplicação é feita através de uma ponteira, instrumento parecido com o utilizado nos exames ginecológicos preventivos, que libera a luz de maneira fracionada em toda extensão da parede vaginal.

Pode ser feito por mulheres de qualquer idade, que observem o ressecamento da região. Só há restrição de tratamento para mulheres com algum tipo de infecção viral ou bacteriana, portanto uma avaliação anterior é recomendada.

Somente o ginecologista deve indicar  o tratamento a partir do diagnóstico de atrofia vaginal, ou na observação de sinais que se enquadram no protocolo de indicação do tratamento. Todas nós teremos mais chances de qualidade de vida e saúde íntima.