Começo a desconfiar que Mário Celso Petraglia, presidente do Athletico, andou lendo o Livro do Apocalipse. É o último livro da Bíblia, supostamente escrito pelo apóstolo João de Patmos, que interpretado por aqueles sob o domínio da angústia, anuncia o fim dos dias.

Será que Petraglia acredita que o mundo está acabando? É possível que Petraglia, acreditando que o Apocalipse está perto, tenha ganho a consciência de que as suas realizações pelo Athletico estão mais no plano da ilusão do que do concreto.

Afinal, é significante ter um patrimônio majestoso. Mas, se esse patrimônio está penhorado e hipotecado por uma dívida de R$ 620 milhões, como está a Baixada e o Caju, o significado passa da ilusão e ganha características de mentira.

E, Petraglia e qualquer atleticano não pode mais arguir como defesa, a negativa da divisão tripartide, pois já foi superada. Politicamente, porque os agentes públicos, já reduziram o valor final; e, juridicamente, porque o clube, sem explicação, não entrou com a ação própria. Quer dizer: o Athletico precisa pagar, custe o que custar.

Se o sentido que Petraglia imprime à essa política de negócios que desmancha o time, tem como objetivo permitir o cumprimento da sua obrigação face à Fomento e ao Município (Desapropriação), concordo. E digo mais: a torcida entenderá a razão da falta de grandes times e de títulos.

O que não pode é esse sentido de ter dinheiro, dinheiro e dinheiro, e escondê-lo com medo do Apocalipse. Não sei se Petraglia leu as revelações que Cristo teria feito a João, mas no fim dos dias, não sobrará ninguém.

Ximenes, aquele

Cai no site da Tribuna do Paraná, a notícia de que o Paraná será comandado por Felipe Ximenes, representando os russos que estariam chegando para investir no clube.

Dizem os ingleses, que o dinheiro de russo no futebol já é de origem duvidosa, e a sua aplicação é para deixá-lo limpo. Imaginem, então, esse mecanismo comandado por Ximenes, aquele do Coritiba. Esse é o verdadeiro final dos dias.