Um dos piores hábitos de um time campeão, é entregar-se à indiferença. Então, a autoridade do técnico tem que intervir e determinar o rumo do time.

O Athletico de Tiago Nunes não adquiriu esse mau hábito. Ao contrário, por ter sido campeão da Copa do Brasil, sente-se mais responsável. Foi assim contra o Vasco (1×1) em São Januário, e foi muito mais, ontem à noite, na Baixada, contra o Fortaleza, 4×1.

O Furacão voltou a ser um time com várias facetas, parecendo cheio de segredos. Com passe curto ou passe longo, em regra, sempre em velocidade pela esquerda com o incontrolável Rony, bem postado para se defender, jogava com ambição. Às vezes, a entrega era tanta, que parecia um time carente de vitória.

Nem mesmo o gol inicial do Fortaleza, do pênalti existente de Léo Pereira, provocou alterações nessa sua linhagem. Como campeão, absorveu-o. Logo, em jogada de Rony empatou com Marco Ruben. E, imediatamente, em jogada de Rony e Léo Citadini, fez 2×1 com Nikão.

O Fortaleza era um adversário fora do alcance do campeão. Um ou outro ataque, desmanchava-se na zaga ou em Santos. E, naturalmente, aconteceu o terceiro gol. Em bola de Rony, de escanteio, Léo Citadini completou.

Quando o Furacão já estava descansando, no último minuto, de uma linha de passe e da trave, a bola sobrou para Marcelo Cirino: 4×1.

Rony foi o melhor em campo.

Crise em campo

Se há quem não devia pedir apoio da torcida do Coritiba, são o gerente de futebol Pastana e o presidente Namur. É que a torcida pede a demissão de um e a renúncia de outro. Mas, insensíveis, apresentaram-se ontem para uma entrevista.

Se imaginam que a mudança de treinador é o bastante para acalmar os ânimos, estão enganados. Só vitórias em sequência acabam com a crise. E não há certeza de que Jorginho tenha a capacidade de imprimir o imediatismo, que o momento exige. Do medíocre ao razoável a distância é bem longa.

Contra o América Mineiro, no Couto, o Coritiba manda para campo a sua crise. Se não ganhar o jogo, já não tendo mais Louzer para demitir, o que fará?