Não se deve mais perguntar a Tiago Nunes, se depois de dezembro, ele vai continuar sendo técnico do Athletico. Ele já respondeu, que irá tratar da questão só com Mario Celso Petraglia, que está hospitalizado em São Paulo. Essa posição de Tiago Nunes não é só por respeito ao senhor do Furacão. É, porque, só Petraglia tem a capacidade e o poder de enfrentar e dar a solução à relevante questão.

Está absolutamente certo Tiago. Conversar com Márcio Lara e Sallim Emed seria uma perda de tempo e de emoção. São duas pessoas absolutamente despreparadas para decidir a permanência no Furacão, daquele que já é o melhor treinador do Brasil, em 2019. Essa posição de Tiago, provocou-me uma forte lembrança do meu falecido pai João. Diante das minhas dúvidas na adolescência, ele me aconselhava com um pensamento árabe: às vezes, o melhor a fazer, é não fazer nada.

Hoje à noite, o Athletico joga contra o Corinthians, na Arena de Itaquera. E, vai fazê-lo, sem os seus três principais jogadores: o goleiro Santos e Bruno Guimarães estão na seleção brasileira, e Nikão, machucado. Se são os principais jogadores, as ausências são significativas. Tanto que o treinador Tiago Nunes já antecipou uma outra forma de jogar, o que pode ter implicação no rendimento do time.

Das três ausências, acuso mais a de Santos. Não por ser melhor que Bruno e Nikão, mas por ser goleiro. Vivendo o futebol na sua essência, aprendi que a saída do goleiro titular, de início, provoca insegurança no time. E esse rapaz Léo que vai jogar, é meio esquisito. Mas, o Furacão tem a virtude de tornar relativa a sua obrigação de competir. Campeão da Copa do Brasil, é o único brasileiro já com qualidade de disputar a etapa de grupos da Libertadores. Isso lhe dá tranquilidade. E, o soberano Paulo Roberto Falcão, lá atrás, já pregava: se o time entra em campo podendo controlar as suas obrigações de vitória, já entra com 50% do jogo resolvido.

Que seria agradável uma vitória na Arena Corinthians, seria.