Depois de decidir pela demissão de Jorginho, o histórico Samir Namur, que comanda o Coritiba (história de fracassos também é história), ofereceu a Alex, o cargo de treinador. Alex teve o bom senso de não aceitar, que Samir e a sua turma não tiveram. Se não falou, Alex deve ter pensado: “O que não é bom para mim, não é bom para o Coritiba”. Pensou bem.

Daí o presidente quis trazer Mozart, que estava há quatro anos no Couto Pereira, dirigiu o time na única boa partida, que foi na vitória em Bragança, e que agora faz sucesso no CSA, de Maceió. Desde jovem com a consciência de profissional sério, Mozart não aceitou. Se não falou, deve ter pensado: “Se eu estava aí e não acreditaram, por que voltaria agora?”. Pensou bem.

Lembrei de uma historinha de 43 anos atrás. Recém-formado advogado, um amigo solicitou que eu fosse falar com um procurador da Justiça, só para pedir urgência em um Habeas Corpus.

Conhecendo-me do rádio, o procurador, bem irônico, perguntou-me: “Quem é o advogado desse teu amigo?”. Eu respondi: “É o doutor…”.  Com um sorriso, disse que iria me atender: “Vou dar o parecer. Não se surpreenda se sugerir soltar o seu amigo e prender o advogado”.  

Jorginho errou tanto na indicação de jogadores, e no comando do time, que o seu caminho era mesmo a porta de saída. Mas, pergunto: não seria o caso dos cartolas, também irem imediatamente “presos” junto com o treinador?

Desse episódio dos coxas, não há vítima. Errou a torcida porque pediu a volta de Jorginho, esquecendo que o time comandado por ele só voltou ao Brasileiro na bacia das almas. Erraram os cartolas, que despreparados para comandar um clube de futebol, quiseram se proteger com o apelo das redes sociais. Talvez, sem ser vítima, o único certo foi Jorginho. O seu histórico pobre de treinador, por mais rico que esteja, Jorginho não iria recusar um salário mensal de R$ 300 mil, estando desempregado.

O único consolo para o Coxa é que o futuro técnico será o último contratado por Samir. Deve ser a última trapalhada.

Caixa preta do Furacão

Demitido, Paulo André foi embora do Athletico alegre e faceiro. Por suas ideias e por mãos, com a benção de Mário Celso Petraglia, passaram mais de R$ 40 milhões entre direitos e contratos de atletas como Elias Carioca, Abner e Fernando Canesin, Jorginho, Fabinho, Richard, Aguillar, Geuvânio e Carlos Eduardo, todos reservas no Furacão. Como uma “caixa preta” foi embora, mas, sem levar uma cópia da chave.  Petraglia, afinal, não é tão generoso assim.

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