No ano em que a vacina contra a paralisia infantil, criada por Albert Sabin, completa 50 anos, especialistas avaliam que os brasileiros estão tão confiantes sobre a erradicação da doença no País que não aderem mais às campanhas nacionais, como antes. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2001 e 2003 a cobertura vacinal de rotina em cada ano foi de 100%. Em 2005, o índice chegou a 95,34%. Para a segunda etapa da Campanha Nacional contra a Poliomielite de 2006, que acontece no dia 26 de agosto, os responsáveis devem estar conscientes sobre a importância de vacinar todas as crianças menores de 5 anos, já que a incidência do poliovírus no mundo ainda é preocupante.

Há estados brasileiros com coberturas vacinais abaixo da meta preconizada, tanto na rotina quanto em campanha. ?O que geralmente faz uma pessoa se vacinar é o temor. Como não há mais casos de poliomielite no Brasil, boa parte dos pais e responsáveis negligencia a vacinação dos filhos. Eles precisam estar informados que ainda há reservatórios selvagens e que ela não está erradicada no mundo inteiro. O fluxo de viajantes pode facilmente propagar o poliovírus?, diz Isabella Ballalai, que é diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim). É necessário manter a qualidade na vigilância epidemiológica e uma alta cobertura vacinal.

A especialista explica que mesmo aquelas crianças vacinadas na rede privada pelas vacinas combinadas hexa e penta, devem tomar a Sabin nas campanhas promovidas pelo governo, se tiverem menos de cinco anos. ?O objetivo é promover proteção coletiva nas comunidades, com a circulação do vírus vacinal no ambiente?, completa.