Na próxima segunda-feira comemora-se o Dia do Adolescente, jovem entre doze e vinte anos de idade que deixa a infância para entrar na vida adulta. A adolescência é considerada um período mágico e ao mesmo tempo cheio de conflitos. Entretanto, não dá para falar desta fase da vida sem lembrar do problema que lhe é mais comum: a acne.

Calcula-se que entre 85% e 90% dos adolescentes sofram com o problema, seja em grau elevado ou não. ?A acne é uma doença das glândulas sebáceas da pele decorrente da obstrução dos poros?, comenta a dermatologista Annia Cordeiro Lourenço.

A incidência de acne é mais comum na adolescência porque, nesta fase, ocorre uma série de alterações hormonais que fazem com que as glândulas sebáceas trabalhem mais. As áreas do corpo mais atingidas costumam ser a face e tórax.

Embora não seja uma séria ameaça à saúde, a acne pode interferir na vida social dos adolescentes. Com o rosto inflamado devido ao problema, eles podem se sentir constrangidos em relação à própria aparência, deixando de freqüentar festas, namorar e realizar outras atividades inerentes à idade.

?É um problema muito maior do que parece, pois afeta a auto-estima e a capacidade de relacionamento?, explica Annia. ?Se não tratadas, as lesões podem deixar cicatrizes profundas na pele, afetando a qualidade de vida da pessoa e agravando problemas emocionais?.

A dermatologista aconselha os jovens a nunca tentarem remediar o problema com receitas caseiras ou remédios indicados a terceiros, pois o que faz bem a uma pessoa pode ser prejudicial a outra. Assim que as primeiras lesões surgirem na pele, o mais indicado é procurar um médico e iniciar um tratamento adequado. Espremer a acne também é proibido.

?Existe uma série de tratamentos à base de cremes com ácidos, antibióticos, limpeza de pele, bloqueadores hormonais, retinóides e peelings que podem trazer resultados muito bons. Algumas vezes, para meninas com ovários policísticos, são indicadas determinadas pílulas anticoncepcionais?, declara a dermatologista.