Com a chegada dos dias mais frios, o Brasil se volta para uma constatação antiga, o crescimento de asmáticos no País. Em 1950 a asma atingia 3% da população e hoje, cerca de 10% dos brasileiros são acometidos pelo mal. Dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) apontam que, anualmente no Brasil, ocorrem cerca de 350 mil internações por asma, constituindo a quarta maior causa de internamento. Segundo dados do Datasus, os gastos com a doença atingem perto de R$ 100 milhões.

Caracterizada por uma inflamação crônica das vias aéreas, a asma causa um estreitamento reversível dessas vias, levando à limitação variável da passagem do ar, atingindo pessoas de todas as faixas etárias. ?Aproximadamente um terço de todos os pacientes asmáticos possui pelo menos um familiar com a doença?, afirma Fernanda Tebet, imunologista do Frischmann Aisengart/Dasa. E o que é pior, se não for tratada de forma adequada, a asma pode levar à morte.

No Brasil, estima-se que a doença seja responsável por duas mil mortes anuais. Nessa época do ano, há um aumento nos índices de crises de asma devido ao frio, poeira, mofo, fumo e por conta das pessoas permanecerem mais tempo em ambientes fechados, aumentando a exposição aos fatores desencadeantes.

Uma pessoa com sintomas respiratórios como tosse, cansaço ou falta de ar deve procurar um médico e se submeter a exames físicos e complementares, entre eles, a prova de função pulmonar, a radiografia de tórax e o teste cutâneo para avaliação da resposta alérgica. O tratamento da asma é focado no controle ambiental, terapia farmacológica e imunoterapia a ser indicada pelo médico de acordo com o quadro clínico do paciente. A pessoa com asma deve evitar contato com os fatores já sabidamente capazes de desencadear a doença. Apesar de ser ainda hoje uma doença sem cura, ela pode ser controlada, permitindo uma grande melhora da qualidade de vida de seus portadores.