A bela Catedral de Notre
Dame, no centro medieval.

Em meio a colinas e vinhedos está Lausanne, a cidade de 115 mil habitantes situada no cantão de Vaud, oeste da Suíça. A denominação ?pequena metrópole? resume bem o que ela é: uma cidade que, apesar de oferecer todas as facilidades de um grande centro urbano, vida cultural e comércio variado, ainda guarda ares de vilarejo na região do Lago Genebra, com suas ruelas e um pequeno centro medieval, que abriga a bela catedral gótica de Notre Dame, construída no século 13.

Tem o turismo como uma importante atividade econômica, oferecendo mais de cinco mil leitos, cerca de trezentos restaurantes, além de cafés, boates, bares, discotecas e atividades culturais e de entretenimento o ano todo.

É também uma cidade de negócios e eventos e um dos membros da Associação Suíça de Convenções. Nem podia ser para menos: de cada dez pessoas que visitam Lausanne, seis ou sete estão a negócios ou para participar de alguma convenção.

Esportiva

De um lado os negócios; de outro, o esporte. Não há melhor elemento para destacar Lausanne do que seu lado esportivo. A cidade é a Capital Olímpica da Suíça. Ela é sede do COI (Comitê Olímpico Internacional) e é lá também que está o Museu Olímpico, uma bela edificação idealizada pelo barão Pierre de Coubertin que mostra, por meio de fotos e objetos diversos, o desenvolvimento dos jogos olímpicos no mundo. Da história dos brasileiros nas várias olimpíadas, a única representação é uma bola de futebol assinada por Pelé, doada pela Fifa. Pela curiosidade e grandeza de seu acervo, vale uma visita sem pressa. O museu abre das 9h às 18h, de terça a domingo. A entrada custa 15 francos por pessoa.

Uma visita ao Museu Olímpico
é imperdível na Capital
Olímpica da Suíça.

Chasselas

Outro atrativo em Lausanne é sua área de vinhedos, às margens do Lago Leman. Lá o que impera é a chasselas, uva de casca branca, suave, típica da Suíça. Em uma vila na região de La Vaux, a cerca de vinte quilômetros do centro de Lausanne, o turista pode fazer um tour de degustação nas várias adegas. Dentre elas está a do simpático Patrick Fonjallaz, que oferece a degustação, em meio a barris de carvalho ou, se preferir, em um terraço com vista para o Lago Leman e assistindo a um belo pôr-do-sol.

A jornalista viajou a convite do Centro de Turismo Suíço e da Swiss International Airlines.

Brasileiros ditam ritmo em Montreux

Danielle de Sisti
Às margens do Lago Genebra,
o imponente Castelo de Chillon,
um dos mais visitados do país.

Uma cidade embalada pela música. Assim é Montreux, privilegiada pela situação geográfica – às margens do Lago Genebra e aos pés dos alpes – e atraente pelos eventos que reúnem todos os anos, principalmente no verão, milhares de turistas. Montreux é sede, por exemplo, do famoso Festival de Jazz que, este ano, está na sua 40.ª edição. O evento, que acontece sempre no mês de julho, atrai turistas de todas as partes do país e também estrangeiros para assistir aos shows de artistas como BB King, Sting e Simply Red. Durante as duas semanas do evento, a cidade fica lotada, tornando-se o destino mais badalado do país. Alguns brasileiros sempre marcam presença também entre as celebridades. Martinho da Vila é um dos convidados que já ditaram ritmos nesta festa e este ano vai comparecer outra vez, assim como Gilberto Gil, Marcelo D2, Ney Matogrosso, entre outros. O segundo fim de semana do evento é geralmente todo dedicado à música brasileira. Este ano, o festival acontece de 30 de junho a 15 de julho. Informações: www.montreuxjazz.com.

Não é só a música que leva turistas de países diversos a se encontrar em Montreux. Pela localização, em plena Riviera Suíça, a cidade tem também um clima agradável, o que incentivou a instalação de clínicas de saúde e estética, que hoje atraem pessoas de diferentes nacionalidades para se tratar na cidade. Uma delas é a Clínica La Prairie, que oferece tratamentos médicos, estéticos e de relaxamento. Luxuosa, tem somente 59 apartamentos e sua própria fábrica de cosméticos, situada em Friburgo.

Vestígios da presença dos romanos, como a estátua do imperador Júlio César, estão em toda parte na pequena Nyon.

As clínicas e spas são parte da face glamourosa da cidade, assim como alguns dos seus mais tradicionais e luxuosos hotéis, entre eles o Montreux Palace, que completa seu primeiro centenário este ano.

Obrigatório

Uma visita ao Castelo de Chil-lon é programa obrigatório para o turista que vai pela primeira vez a Montreux. Situado na antiga estrada que leva à Itália, é um dos atrativos mais visitados de toda a Suíça. Foi construído para facilitar a vigia e a interdição da passagem de navios entre a montanha e o lago. A data de sua construção é desconhecida, o que se sabe é que ele sofreu uma reconstrução entre os séculos 11 e 13. Seu acervo, composto por armas, roupas do século 16 e objetos achados durante sua escavação, remete a anos de história, desde o século 12. Essa forte e bela estrutura, à beira do Lago Genebra, tem pátios, calabouços, torres de defesa e mostra áreas onde funcionaram uma prisão, a ?sala da justiça?, uma capela e até curiosas passagens secretas. A entrada custa 10 francos por pessoa. (DS)

Romanos deixam sua marca em Nyon

Danielle de Sisti
Estátua de Ray Charles remete
ao Festival de Jazz, maior
atrativo de Montreux.

A apenas vinte minutos de trem de Lausanne está Nyon, uma cidadezinha de dezessete mil habitantes, ainda no cantão de Vaud. Apesar de estar situada na parte francesa da Suíça, um passeio em seu centro histórico remete à Itália antiga. É que os romanos deixaram fortes vestígios por lá e hoje é a mais importante colônia romana na Suíça francesa. Parece confuso, mas é isso que marca a personalidade da pequena Nyon.

Casas, detalhes na arquitetura e até sinais da existência de termas onde os romanos tomavam seus banhos públicos provam a passagem do povo romano por essa parte da Suíça. A poucos passos dali, a estátua de Júlio César, que ordenou, à distância, a fundação da vila no ano 46 aC, e a fachada de um fórum romano reproduzida em pintura em uma parede de vinte metros.

Colunas originais deste forum podem ser vistas ainda hoje em uma das praças da cidade, a Esplanada des Marronniers. No centro, o Museu Romano também concentra parte da história da passagem dos romanos.

Castelo

Entre os atrativos está ainda o Castelo de Nyon, reinaugurado há apenas um mês, depois de sete anos fechado para uma reforma que consumiu 20 milhões de francos. No acervo, peças de porcelana de alta qualidade produzida no século XVIII, objetos de moradores da cidade desde a época dos romanos e uma curiosidade: uma mecha do cabelo de Napoleão.

Entre um passeio e outro, uma dica é fazer uma pausa em restaurantes e cafés à beira do lago. Um deles é o Restaurante Le Leman, situado na Rue de Rive, 28. Lá são servidos alguns dos pratos típicos da região, como o peixe Perche, que custa 34 francos. (DS)