suica.jpg?Queridas garotas, por que não fugir durante a Copa do Mundo e passar o verão em um país onde os homens gastam menos tempo com futebol… e mais tempo com vocês??. A frase acima finaliza um comercial bem-humorado, veiculado pelo Centro de Turismo da Suíça em diversos países com o objetivo de atrair ao país as mulheres neste verão europeu. Apesar de ser estrelado com os homens mais bonitos, entre eles Renzo Blumenthal, o Mr. Switzerland 2005, e de ter um apelo todo sedutor, a campanha pretende despertar também o interesse dos homens para os atrativos turísticos, já que mostra as belas paisagens e as diversas atividades que o país oferece no verão.

Campanhas como essa são feitas pelo Centro de Turismo em mais de trinta países. No Brasil, um trabalho mais efetivo teve início há apenas sete anos. O resultado foi o aumento do número de visitantes brasileiros no país, que pulou de 35 mil em 1999 para cerca de cinquenta mil no ano passado. ?Na verdade, já tinha sido registrado um pequeno aumento no número de turistas, o que incentivou a Suíça a investir em um trabalho de divulgação no Brasil?, comenta Ricardo Pereira, diretor do Centro de Turismo Suíço em São Paulo. No ano passado, um aporte de 150 mil francos foi destinado para divulgação no Brasil. A expectativa para este ano é aumentar em 20% o fluxo de brasileiros no país.

Caro é estigma

Em primeiro lugar, a Suíça quer mostrar aos brasileiros que não é um país caro, ou melhor, não é mais um país caro. O fato de não ter entrado para a União Européia, em 2002, portanto não ter aderido ao euro, é um dos fatores que tiraram a Suíça do rol dos países mais caros da Europa para se visitar ou morar. O franco suíço vale hoje cerca de R$ 1,84. Só para comparar, o euro está na casa dos R$ 2,80 (cotações do último dia 13). Hoje, há pacotes para a Suíça a partir de US$ 1.616 por pessoa, incluindo passagens aéreas em classe econômica (partindo de São Paulo), seis noites de hospedagem em Zurique com café da manhã e cartão de assistência (confira preços de pacotes no site www.suicasingular.com.br).

De acordo com dados do Centro de Turismo, hoje, é possível uma pessoa fazer turismo na Suíça gastando 180 francos por dia, incluindo hospedagem em hotel três estrelas (diária de 100 francos), alimentação e passeios.

A vantagem sobre os demais países que aderiram ao euro foi um fator importante para aumentar também a permanência de quem visita o país. Antes de 2002, os turistas não ficavam mais de dois dias por lá, hoje a permanência é de três a quatro dias.

Uma das formas de aumentar ainda mais esse tempo é mostrar outros atrativos, além dos já bem conhecidos. A campanha de divulgação no Brasil, por exemplo, pretende tornar mais familiares outros destinos além de Zurique, Genebra e Basiléia, hoje as cidades mais visitadas pelos brasileiros. A Suíça pretende também mostrar que ainda é o país dos melhores queijos, chocolates e relógios, mas está longe de ser só isso.

Três destinos em um só país

Não é necessário ficar muitos dias na Suíça para percorrê-la de ponta a ponta. O país, de pouco mais de 7,4 milhões de habitantes, tem um território pequeno -41.285 metros quadrados – e, para ajudar mais, conta com um sistema de transporte ferroviário eficiente que liga todos os destinos de interesse turístico do país. Isso sem falar que os transportes públicos são sincronizados, o que ameniza as esperas nas estações e pontos de ônibus. Vale lembrar que os trens e ônibus não atrasam, segundos lá realmente fazem diferença.

Situado na chamada Europa Central, a Suíça faz fronteira a norte com a Alemanha, ao sul com a Itália, a oeste com a França e a leste com a Áustria e Principado de Liechtenstein. O país é dividido em 26 cantões, regiões que são como os nossos estados, porém, com muito mais autonomia, já que têm seu próprio governo, lei, constituição e sistema de educação e serviços sociais.

Se no campo político, o país é conhecido pela neutralidade, no aspecto cultural sofre forte influência de seus vizinhos. Tanto que o país tem quatro línguas ditas como oficiais – o alemão, o francês, o italiano, além do romanche, este também de raízes latinas, falado por menos de 1% da população.

O alemão é a língua mais falada na Suíça – em 17 dos 26 cantões; o francês é a primeira língua em quatro deles e o italiano é falado em Ticino e em quatro vales do Cantão de Grisões (ou Graubünden, em alemão), que também fala romanche. Três cantões são bilíngues: Berna, Friburgo e Valais. Se você não fala nenhum desses idiomas, não se preocupe. Com a globalização, o inglês é falado, praticamente, por todos e não é tão difícil encontrar também alguém falando português por lá – o país que um dia atraiu muitos portugueses, principalmente, durante a Segunda Guerra Mundial, mais recentemente, tem seduzido brasileiros. Estima-se que haja cerca de 25 mil brasileiros vivendo na Suíça hoje, do total de 1,5 milhão de estrangeiros (20,3% da população) que escolheram o país para viver.

Os vários idiomas contribuem para que o turista que percorre os cantões tenha a impressão de que está visitando, pelo menos, três países diferentes. Mas esse não é o único motivo. A gastronomia, a arquitetura e decoração e até as paisagens identificam se estamos em um cantão francês, alemão ou italiano. É claro que nem tudo é diferente, algumas características são comuns, por exemplo, a educação do povo, o esmero com a limpeza das cidades, os lagos compondo a paisagem, o domingo como um dia sagrado, a organização e o respeito à pontualidade. (DS)