O serviço de acompanhamento de asteróides da Nasa informa que novos dados sobre o objeto 2007 WD5, enviados por quatro diferentes observatórios, permitiram calcular que a chance de a rocha espacial colidir com Marte, em janeiro, caiu de 4% para 0 01%. Segundo os cientistas, isso efetivamente permite descartar a possibilidade de impacto. Se ocorresse, o choque iria se dar no dia 30.

Segundo a Nasa, há 99% de chance de que o asteróide passe a mais de 4.000 km do planeta vermelho, no dia 30. Isso corresponde a cerca de 1% da distância entre a Terra e a Lua. As duas luas marcianas, Fobos e Deimos, orbitam o planeta a distâncias médias de 9.000 quilômetros e 23.000 quilômetros, respectivamente. O risco de colisão do asteróide, com Marte ou com a Terra, ao longo do século 21, pode ser considerado nulo, diz o informe da Nasa.

De acordo com a agência espacial, a seqüência de atualizações no risco de impacto, com uma elevação inicial da probabilidade, seguida por uma queda abrupta, é típica nesse tipo de cenário. No início do acompanhamento de um asteróide, explica a Nasa, a incerteza da trajetória é grande e a probabilidade de choque, pequena. À medida que a incerteza cai e várias trajetórias possíveis são descartadas, mas parte das que restam ainda inclui o planeta, a probabilidade cresce, até o momento em que – finalmente – as trajetórias que levam ao impacto também acabam eliminadas.

Esse ciclo chamou atenção pela primeira vez em dezembro de 2004, quando o asteróide 99924 Apophis atingiu 2,7% de chance de atingir a Terra em abril de 2029. O serviço Spaceguard da Nasa tem a missão de detectar 90% dos asteróides com mais de 1 km de diâmetro que passem perto da Terra. A agência diz que essa meta deverá ser atingida nos próximos anos.