Telefones celulares estão causando sérias preocupações para a saúde pública, pois podem prejudicar seriamente o coração e os rins.

Recentemente especialistas em câncer alertaram sobre o uso de telefones celulares e deram dicas para evitar a radiação do celular. Mas agora resultados preliminares de um novo estudo indicam que a ligação entre o telefone celular, câncer e tumores no cérebro. Agora cientistas disseram que a exposição à radiação de baixa amplitude dos celulares faz vazar hemoglobina das hemácias – as células que carregam oxigênio através do corpo, também conhecidas como glóbulos vermelhos — do sangue. O acúmulo de hemoglobina pode levar a doença cardíaca e pedras nos rins.

As descobertas certamente vão alarmar sobre a segurança dos telefones celulares, que são usados por praticamente a metade da população mundial. Na última pesquisa os cientistas expuseram amostras de sangue a graus diferentes de radiação microondas por períodos entre 10 e 60 horas.

A hemoglobina vazou das células mesmo com os menores níveis de radiação emitida pelos celulares. O professor Edward Tuddenham, hematologista da Universidade Imperial College, na Inglaterra, disse que as descobertas são preocupantes, “o acúmulo de hemoglobina no corpo pode resultar em doença cardíaca e pedras nos rins”, ele disse.

Um porta-voz do grupo de consumidores britânico Powerwatch disse que “ainda estamos investigando as conseqüências biológicas dos telefones celulares. Mas certamente parece que há estudos laboratoriais suficientes afirmando que há efeitos para ficarmos muito preocupados”. O grupo afirma que o governo deveria fazer mais sobre o assunto.

No mês passado cientistas da Universidade Lind, na Suécia, descobriram que apenas dois minutos de exposição a emissões de celulares podem desativar uma barreira de segurança no sangue fazendo que proteínas e toxinas vazem no interior do cérebro. Isto aumenta as chances de desenvolver doenças como Alzheimer, esclerose múltipla e Parkinson.

A Federação da Indústria Eletrônica repetiu esta semana a sua afirmação de que não há prova conclusiva de que os telefones celulares sejam perigosos para a saúde.