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Falsa publicação em rede social coloca babá como procurada

Boato foi desmentido pela Polícia Civil, que ainda está investigando a suspeita

  • Por Lucas Sarzi

A Polícia Civil desmentiu a informação de que a mulher que trabalhou como babá do menino João Rafael Kovalski, desaparecido desde o dia 24 de agosto de 2013, seja procurada pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride).

Reprodução
João sumiu há quase um ano.

Segundo a delegada Iara Dechiche a mulher já tinha sido ouvida pela delegacia no começo das investigações. Ela está em São Paulo e deve ser ouvida novamente agora, com as suspeitas levantadas pela família.

Nos últimos dias, depois que alguns veículos de comunicação divulgaram a suspeita da família, começou a circular nas redes sociais o boato de que a babá seria procurada pela polícia.  A suspeita é um boato que foi desmentido pela Polícia Civil nesta terça-feira (5). “Ainda estamos investigando”, explicou a delegada.

De acordo com a polícia, no começo do inquérito policial, que já está com mais de três mil páginas, a família não tinha informações sobre a possibilidade de a babá estar envolvida com o desaparecimento do menino.

“Há aproximadamente 15 dias, familiares vieram até a delegacia e contaram sobre a suspeita. Desde então, começamos o trabalho de intimação para que a babá seja ouvida novamente”, explicou Iara Dechiche.

A babá, que trabalhou por um período na casa da família, está em São Paulo e deve ser intimada. “Tudo que sabemos até o momento não passa de boatos. Circulou informação até de que a mulher estaria presa, mas ela nem sequer tem passagens pela polícia. Temos que cuidar com o perigo que essa denúncia pode oferecer para a mulher, já que o risco de ela ser linchada na rua agora é grande”, esclarece a delegada, que teme que se repita o mesmo que aconteceu com uma mulher no mês de maio no Guarujá em São Paulo.

A dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi espancada por dezenas de moradores depois que um boato circulou em uma página de uma rede social que afirmava que ela sequestrava crianças para serem usadas em rituais de magia negra.

Sobre a suspeita, a delegada alerta que as pessoas tenham cuidado. “Não podemos julgar até que seja provado que alguém tenha culpa. No caso da babá vai mais além ainda, porque ela não está, nem nunca esteve, desaparecida. Sabemos exatamente onde mora, o que faz e os procedimentos seguem o padrão normal da polícia civil”.

O caso

O pequeno João Rafael morava em Adrianópolis, na região metropolitana de Curitiba. Ele foi visto pela última vez na chácara onde morava com a família enquanto brincava próximo a um rio.

Desde o começo das investigações, mais de 100 pessoas foram ouvidas pela polícia e, até o momento, nenhuma suspeita para o desaparecimento foi confirmada.

Bombeiros chegaram a fazer buscas pela região, acreditando que o garoto teria caído no rio, mas o corpo dele também não foi encontrado.  Até o momento, segundo a delegada do Sicride, nada de concreto pode ser dito sobre o que aconteceu com João Rafael. Denúncias podem ser feitas pelo 3224-6822.

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