A tradicional Oficina de Música de Curitiba se prepara para a 43ª edição, que acontecerá entre 7 e 18 de janeiro de 2026. Um dos maiores e mais tradicionais festivais de educação musical da América Latina, o evento promete transformar a capital paranaense em um grande palco de aprendizado e trocas artísticas.

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Com 89 cursos diferentes e cerca de 80 professores brasileiros e estrangeiros, a Oficina acolherá aproximadamente 2,8 mil alunos. As inscrições já estão abertas. A maioria das aulas acontecerá na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), mas parte da programação será descentralizada para regionais da cidade.

Para quem deseja participar como aluno ativo nos cursos que exigem processo seletivo, o prazo para envio de currículo e/ou vídeo vai até 19 de outubro. As inscrições seguem o modelo de desconto progressivo: R$ 150 para um curso, R$ 225 para dois cursos e R$ 270 para três cursos.

A programação pedagógica equilibra o desenvolvimento individual e a prática em conjunto. Os alunos poderão participar de orquestras, música de câmara, programas vocais, banda sinfônica e atividades corais. O festival também contempla núcleo de ópera estúdio, música antiga com ênfase em práticas históricas, música contemporânea, música popular brasileira e suas vertentes, música de raiz, além de propostas para musicalização infantil e terceira idade.

Novidades da 43ª edição da Oficina de Música de Curitiba

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Uma novidade desta edição é a inclusão do Estúdio Riachuelo, novo espaço cultural da Fundação Cultural de Curitiba, entre os locais de aula. Além dos cursos regulares, a Oficina oferece encontros e palestras sobre produção musical, o programa ambiental Oficina Verde, o circuito Off com apresentações em bares e espaços culturais, e a mostra de cinema no Cine Passeio e na Cinemateca de Curitiba.

A curadoria artística mantém João Egashira à frente da Música Popular Brasileira e Abel Rocha na Música Erudita. A grande novidade é a chegada da soprano paranaense Marília Vargas na curadoria da Música Antiga, área que vem ganhando cada vez mais destaque na programação.

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Entre os professores estreantes na música erudita estão os violinistas Maria Fernanda Krug e Cláudio Micheletti, a violista Cindy Folly, os portugueses Isabel Vaz (violoncelo) e Vasco Dantas (piano), além de Fabio Bartolini (violão), Sarah Hornsby (flauta), Katherine Halvorson (oboé), Rodrigo Foti (percussão) e Lucie Barluet (regência e prática de coro infantojuvenil).

Na música antiga, chegam pela primeira vez Diego Schuck Biasibetti (violoncelo barroco e clássico, viola da gamba e violone), Eduardo Egüez (alaúde, teorba e guitarra barroca), Gilberto Caserio (oboé barroco), Gustavo Gargiulo (corneto, sacabuxa e trompete natural) e Riccardo Pisani (canto).

Já na Música Popular Brasileira, os novos professores são Bruno Takashy (viola caipira), Camila Silva (cavaquinho), André Ribas (acordeon) e Thanise Silva (flauta). Uma das surpresas desta edição é o curso do instrumento africano asalato, ministrado pela primeira vez na oficina, com Carol Bahiense.

A Oficina também abre as portas para o público em geral com workshops e palestras gratuitos. Entre os temas estão manutenção de violão com Samuel de Souza Petean, critérios de compra e boas práticas em luteria com Fernando Schubert, eletrônica criativa para músicos com Pedro Mariz, dicas para aquisição de instrumentos de corda com Andreas Hellmann, e noções de acústica para instrumentistas e cantores com Thiago Corrêa de Freitas.

Serviço

43ª Oficina de Música de Curitiba
7 a 18 de janeiro de 2026
Inscrições até 19 de outubro (para cursos com seleção)
R$ 150 (um curso) | R$ 225 (dois cursos) | R$ 270 (três cursos)