A fibromialgia pode ser incluída no rol das doenças que asseguram a seus portadores a dispensa de carência para recebimento de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. A proposta foi convertida em projeto de lei na última quinta-feira (8) após a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) acatar parcialmente uma sugestão popular sobre o tema.

A Sugestão apresentada por Gigi Lacarotes Handmade, da cidade de São Paulo, foi feita pelo portal e-Cidadania. A ideia era a edição de uma lei para reconhecer a fibromialgia (síndrome que provoca dores por todo o corpo por longos períodos) como doença crônica. A proposta recebeu mais de 20 mil apoiamentos. Em sua justificativa, Gigi argumentou que a doença leva à queda de rendimento dos profissionais em decorrência de dores.

O relator na CDH, senador paranaense Flávio Arns (Rede), explicou que acatou parcialmente o dispositivo apresentado na sugestão por considerar que a legislação brasileira já reconhece a fibromialgia como doença crônica e garante aos portadores dessa condição acesso a medicamentos e terapias gratuitas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), demandas inicialmente requisitadas pela cidadã.

“Em nossa opinião, uma lei para reconhecer a fibromialgia como doença crônica seria um casuísmo desprovido de qualquer repercussão jurídica, pois o mero fato de considerar uma determinada doença como crônica não gera direitos ou obrigações”, disse à Agência Senado.

Por essa razão, Arns sugeriu alteração da Lei nº 8.213 de 1991, incluindo a fibromialgia no rol das doenças que asseguram a seus portadores a dispensa do cumprimento de período de carência para usufruir dos benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.

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