A prótese de silicone, conhecida como mamoplastia de aumento, continua sendo um dos procedimentos mais procurados nos consultórios de cirurgia plástica. Autoestima baixa, insatisfação com o tamanho dos seios, reconstrução mamária ou até mesmo o ‘combate à lei da gravidade’ fazem com que mulheres recorram às próteses de mama.

De acordo com o doutor Giancarlo Dall’ Olio, especialista em cirurgia plástica, a técnica é a segunda mais procurada no mundo, ficando atrás apenas da lipoaspiração. O Brasil é o segundo país em número de cirurgias, com cerca de 1,6 milhão de procedimentos.

Porém, é preciso levar em conta alguns fatores quando se pensa em passar por uma cirurgia dessa natureza. O médico orienta o que é preciso saber antes de colocar o silicone.

O primeiro passo é estar em perfeitas condições de saúde, já que será necessário realizar um procedimento cirúrgico. Por isso, antes da cirurgia é realizado um estudo pré-operatório que pode incluir avaliação de outras especialidades e inclusive exames de imagem das mamas.

Alguns pontos devem também ser discutidos com o médico. Se os seios da paciente estão totalmente desenvolvidos, o tamanho da prótese e o objetivo que deseja alcançar. Seja aumento do tamanho, corrigir alguma assimetria ou até mesmo para reconstrução mamaria após um câncer de mama por exemplo.

A escolha do volume e modelo da prótese levam em conta as medidas do corpo da paciente como largura do tórax e dos ombros, distância entre os seios e espessura do tecido mamário, tipo de pele entre outros.

Algumas curiosidades para quem pensa em colocar silicone

– A estação do ano não influencia nos resultados da cirurgia mas pode ajudar no pós-operatório. Temperaturas mais amenas, como as do outono e inverno, fazem com que pacientes sintam menos desconforto e inchaço.

– Mulheres que estão em processo de emagrecimento devem esperar alcançar a meta de peso ideal, para depois realizar a colocação da prótese de silicone. Caso o procedimento seja feito antes, pode ser necessário uma nova cirurgia, para correção.

– A prótese de silicone não prejudica a amamentação.

– Se a mulher pretende engravidar em breve, é aconselhável que a prótese de silicone seja colocada em média após um ano do parto.

– Exames de rotina das mamas são feitos regularmente, e as próteses não alteram em nada o rastreamento de doenças, assim como também não predispõe a doenças como o câncer.

– O tipo de anestesia empregado é uma escolha em conjunto do anestesiologista com a paciente, sempre buscando o maior conforto e segurança sempre.