Aqueles confeitos coloridos que as crianças adoram escondem um risco adicional que vai além da quantidade açúcar que apresentam. E o perigo está justamente nos corantes utilizados nos docinhos para deixá-los amarelos, vermelhos, azuis, verdes e marrons, compostos por aditivos alimentares que contêm alumínio.

A proibição do uso destes aditivos foi feita nesta quarta-feira pela Anvisa e atinge, além dos confeitos, outros alimentos como queijos processados ou fundidos, sopas, fermento químico presente em farinhas, massas para pastéis e pizza, além de pães e biscoitos, entre vários outros.

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Elaborada pela Gerência Geral de Alimentos (GGALI), a medida levou em conta recomendações internacionais sobre os riscos do uso de aditivos alimentares contendo alumínio, do Comitê Conjunto de Especialistas da FAO/OMS sobre Aditivos Alimentares.

Danos ao sistema reprodutivo e nervoso

Segundo os alertas do órgão internacional responsável pela avaliação toxicológica de aditivos alimentares e contaminantes em alimentos, o alumínio pode se acumular no corpo humano e causar danos aos sistemas reprodutivo e nervoso.

Por isso, ao expor o assunto, o diretor-relator Renato Porto afirmou que “o objetivo da intervenção regulatória é reduzir os riscos à saúde decorrentes do consumo de alimentos adicionados de aditivos alimentares contendo alumínio”. A resolução estabelece prazo de 12 meses para que as empresas se adequem às regras.

Consumo dentro de limites aceitáveis

O alumínio é uma substância que ocorre naturalmente no ambiente e sua presença nos alimentos pode ser decorrente dessa ocorrência natural, pela migração de materiais em contato com o alimento e pela adição de aditivos alimentares na formulação dos produtos.

No entanto, os malefícios à saúde causados pelo alumínio estão associados com consumo superior à Ingestão Semanal Tolerável Provisória (ISTP), de 2 mg/kg de peso corporal.

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Para restringir o consumo de alumínio ao estritamente necessário, foram revogadas as autorizações para uso de cinco aditivos alimentares contendo alumínio que tinham seu uso harmonizado no Mercosul para 14 categorias de alimentos, além de outras nove categorias no Brasil.

Segundo a resolução, os alimentos fabricados durante o prazo de adequação poderão ser comercializados até o final do seu prazo de validade. O conselho é conferir os rótulos com atenção e reduzir o consumo deste tipo de substância ao mínimo possível.

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