Vários serviços do Instituto Médico-Legal (IML) e da Polícia Científica não vão funcionar nesta quarta-feira (05), por conta de um desligamento programado de energia da Copel. A companhia fará a substituição de transformadores nos postes da região e interromperá o fornecimento das 9h às 17h nos arredores da Avenida Visconde de Guarapuava. Apenas serviços emergenciais funcionarão manualmente. Algumas quadras no centro já ficaram sem luz hoje, por conta desta manutenção.

De acordo com o diretor administrativo do IML e da Polícia Científica, Moisés Alves Nunes, apenas os serviços emergenciais serão mantidos, como a entrada de cadáveres e alguns exames clínicos, como os feitos em pessoas presas em flagrante e os de violência sexual. Tudo vai ser anotado manualmente para mais tarde ser inserido no sistema informatizado. Todo o restante dos exames clínicos que poderão ser postergados sem prejuízo aos resultados serão agendados para quinta-feira. Por isto, o IML orienta que, quem não tiver urgência, não procure o IML para serviços amanhã. As Polícias Civil e Militar também já foram orientadas.

Na Polícia Científica, apenas os plantões de perícia serão mantidos para atender, principalmente, locais de crimes. Todos os outros exames e laudos emitidos pelo Instituto de Criminalística, que dependem de iluminação artificial ou de equipamentos para serem realizados, ficarão paralisados até quinta-feira. Os setores administrativos de ambos os institutos, já que dependem do sistema informatizado para trabalharem, serão dispensados e vão compensar as horas paradas em outros dias.

Geladeiras

As câmaras frias do IML também vão parar de funcionar. No entanto, explicou Nunes, isto não deve ser motivo de apreensão por vários motivos. “As pessoas acham que todos os corpos que entram no IML vão para as câmaras frias, o que não é verdade. Lá nós só colocamos os indigentes e corpos não reclamados. Um ou dois cadáveres entram por dia nesta situação. Todos os outros corpos geralmente passam muito rápido pelo IML. Depois de darem entrada, quando o médico legista termina a necropsia, geralmente os familiares já estão esperando para a retirada”, explicou o diretor.

Nunes ainda disse que, hoje, as câmaras já tiveram a capacidade de condicionamento aumentadas e os cadáveres, que geralmente ficam congelados, devem atingir cerca de -10º. Com o desligamento da energia, os funcionários foram orientados a abrir as gavetas apenas se for muito necessário. Estima-se que, quando a energia voltar, a temperatura dentro das câmaras deva estar em torno dos 0º, o que não vai gerar nenhum prejuízo à conservação dos corpos, nem mal cheiro nos arredores.