As famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que foram expulsas pelo próprio movimento do assentamento Contestado, na Lapa, depois de serem acusadas de corte ilegal de madeira, preparam uma manifestação de repúdio para hoje de manhã.

Enquanto no assentamento acontece a festa para comemorar os dois anos da implantação da Escola Latino-Americana de Agroecologia (Elaa), primeira da modalidade no continente, as sete famílias expulsas e outras que permanecem no assentamento descontentes, estarão na entrada do assentamento que fica em Balsa Nova para distribuir panfletos, usando roupas pretas e faixas na boca.

Segundo Fábio Xavier da Silva, Mauro Pereira, Silvio Lúcio, Roberto Rockembach e Wílson dos Santos, a idéia é representar o luto pela realidade do assentamento e a repressão contra as pessoas que têm idéias divergentes dentro do movimento. Para eles, a escola não é respeitada pela comunidade.

De acordo com informações divulgadas no site oficial do MST, para a comemoração dos dois anos da Elaa estão sendo esperadas lideranças do movimento, estudantes e camponeses. A Elaa foi criada com o objetivo de formar pedagogos em agroecologia. Atualmente, a escola conta com 103 estudantes.