A desconfiança do funcionário de uma loja de informática auxiliou a polícia na descoberta de um grupo de universitários, suspeito de sequestros relâmpago contra mulheres, principalmente no Alto da Glória e Juvevê.

Gustavo Bonfim Gavião Oliveira, 22 anos, e Sirineu Rodrigues da Silva, da mesma idade, foram presos por policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). Carlos Eduardo Kato Gomes, 25, está foragido. Segundo a polícia, Gustavo e Carlos cursam Tecnologia Logística, numa faculdade particular de Curitiba.

Divulgação-DFR
Carlos está foragido.

Duas vítimas foram identificadas até agora, mas o delegado Luiz Carlos de Oliveira, da DFR, acredita que mais mulheres tenham sido sequestradas pelo trio. “Eles agiam bem vestidos, usando paletó e gravata”, contou o delegado. Uma das vítimas foi abordada no início da tarde de sexta-feira, quando entrava em seu veículo, na Rua Augusto Severo, Alto da Glória.

Lotérica

Como a mulher esqueceu a senha para sacar dinheiro do caixa eletrônico, os bandidos a obrigaram a três saques em uma casa lotérica, com o cartão de crédito. Depois foram comprar um computador no centro. O cartão da vítima foi recusado e ela teve de pagar com cheque.

O vendedor suspeitou e telefonou para a casa da cliente “parabenizando” pela compra. A polícia já havia sido contatada pela filha da vítima, que descobriu os saques sucessivos feitos com o cartão da mãe.

“Conseguimos chegar à loja a tempo de prender Gustavo”, contou o delegado. Os outros dois fugiram, um a pé e o outro, no carro, com a vítima, que foi liberada em seguida.

Arma

O próximo a ser preso foi Sirineu, na segunda-feira, em sua residência no conjunto Caiuá, Cidade Industrial, onde moram os outros comparsas. Com ele, foi encontrado um revólver calibre 38.

Os presos foram autuados em flagrante por extorsão mediante sequestro e podem pegar de 6 a 12 anos de prisão. Sirineu também vai responder por porte ilegal de arma. Carlos, que é natural de São Paulo, continua foragido.

A outra vítima identificada é funcionária de uma farmácia no Água Verde. O delegado comentou que os três não têm passagem pela policia nem teriam motivo para se envolver com crime. Ontem na delegacia, eles não quiseram dar sua versão para a imprensa.