Policiais do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) prenderam, no final da tarde de quarta-feira (19), em Curitiba, mais um foragido, suspeito de pedofilia. Jonatas Aurélio Velozo Lourenço, 33 anos, foi preso na Vila Lindóia, em Curitiba, depois de ter pedido um prato de comida a uma mulher que o reconheceu, pela imagem divulgada no programa Fantástico, da Rede Globo, e telefonou para a polícia.

Contra Jonatas existia um mandado de prisão preventiva por atentado violento ao pudor, expedido pela 12.º Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente, em outubro deste ano. Segundo a polícia, Jonatas era andarilho, mas se passava por pastor e cantor gospel para se aproximar de crianças.

“Estamos empenhados em tirar das ruas esses criminosos e contamos com a ajuda da sociedade para isso. Ele já está preso, será julgado e irá pagar pelos crimes que cometeu”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari.

Abandono

Em 2006, Jonatas foi acusado de maus-tratos e abuso sexual contra sua enteada, com 6 anos na época. Quem registrou o boletim de ocorrência foi a bisavó da vítima. O Nucria encaminhou a criança para exames e avaliação psicológica e constatou a veracidade da denúncia. Antes que a polícia pudesse concluir as investigações, Jonatas fugiu para o estado de São Paulo, com a mãe da garota, que não acreditou na denúncia e abandonou a filha com a bisavó.

Logo depois de a Justiça expedir o mandado de prisão, em outubro deste ano, policiais do Nucria procuravam Jonatas. A polícia conta que o trabalho foi dificultado devido à falta de endereço fixo do acusado. “Ele peregrinava por várias cidades, intitulando-se pastor e cantor gospel, vivendo temporariamente em casas de amigos e fiéis das igrejas”, explicou o superintendente do Nucria, Luiz Dias de Souza.

Durante as investigações, foi constatado que Jonatas freqüentava diversas igrejas evangélicas, procurando sempre ficar próximo a crianças. Um dos meios de aproximação do pedófilo era um site de relacionamentos na internet, onde ele se intitulava “Amigo de Deus” e “Pastor Jonatas”. O suspeito foi levado para o Centro de Triagem, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, onde aguarda para ser interrogado.