Com a participação de autoridades, policiais e universitários, o 2.º Congresso Estadual de Estudos Jurídicos sobre os atos da Polícia Judiciária, que terminou nesta quarta-feira (23) em Foz do Iguaçu, foi considerado um sucesso pela Polícia Civil.

O evento sediou a abordagem de temas relevantes à atuação da instituição e o que pode refletir na queda dos índices de criminalidade. No último dia do evento, o delegado Claudio Marques Rolim e Silva falou da Polícia Judiciária como defensora e promotora dos direitos humanos.

Ele citou casos históricos que, por conta de equívocos investigativos, foram marcados por atuações que feriram a cartilha de direitos humanos. Ele também abordou a realidade das delegacias de polícia, com as dificuldades e desafios que os policiais encontram no quotidiano.

Os temas atuais que exigem uma reflexão jurídica foram levantados pelo investigador e professor universitário Edison Ribeiro, que falou sobre a finalidade do Direito Penal e os anseios populares em face da criminalidade.

O congresso, cuja palestra de abertura foi ministrada pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida Cesar, permitiu que segmentos da sociedade discutissem pontos que podem fazer a diferença para garantir a segurança da população. O delegado-chefe da 6ª Subdivisão Policial do Interior, Rogério Antonio Lopes, ressaltou que, se não haver essa interação, a segurança caminha com dificuldade.

“Nesse sentido o congresso vem preencher uma lacuna existente, no sentido de discutir com a comunidade aspectos relevantes à segurança pública. A participação da polícia com relação aos direitos humanos, da relevância do seu papel constitucional. Isso avança a discussão sobre o tema, buscando mais qualidade e novos desafios e objetivos para elevar a qualidade dos serviços da Polícia Civil”, afirmou do delegado.

Para Lopes, a presença do secretário da Segurança é relevante para a sociedade paranaense, porque “mostra de forma clara e objetiva a preocupação do secretário com os temas da segurança”.

O presidente do Conseg da cidade e ex-comandante do 34.º Batalhão de Infantaria Motorizada de Foz do Iguaçu, Carlos Alberto Morgado Galetti, disse que a segurança pública da região tem enfrentado problemas há muitos anos, mas anima-se com as ações recentes da Sesp, como o aumento do efetivo policial e o reequipamento das forças de segurança.

“Temos debatido esses problemas há muitos anos, mas agora nós estamos vendo uma luz no fim do túnel. Esse encontro evidencia que existe uma política de segurança pública, visando melhorar a segurança”, diz.