O governador Roberto Requião assinou ontem duas ordens de serviço para centros de detenção e ressocialização em Londrina e Cascavel (Norte e Oeste do Estado), com 930 vagas cada uma. Na quarta-feira (19), o governador autorizou a construção de outro centro, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba. "Não autorizo a construção de penitenciária com alegria, mas é uma solução emergencial para o problema da marginalidade. O que precisamos é de mais empregos, mais desenvolvimento", disse o governador.

A construção desses três centros e outras penitenciárias na região Oeste irão desafogar cadeias de delegacias e dar condições para a recuperação de presos. "Quando assumimos o governo, o Estado tinha 6,4 mil vagas carcerárias. Até 2006, vamos concluir mais 7,2 mil, ou seja, a atual gestão terá mais que dobrado o número de vagas carcerárias", anunciou Aldo Parzianello, secretário da Justiça e da Cidadania.

Cada nova unidade vai custar, aproximadamente, R$ 11,5 milhões e deve ser concluída em 300 dias. Em Cascavel, Parzianello anunciou o início da construção de uma penitenciária em Foz do Iguaçu, para março, e o estudo de outra unidade, em Umuarama. Somada com a de Catanduvas, em obras com recursos do governo federal, serão investidos cerca de R$ 44 milhões para ampliar o número de vagas no sistema penitenciário no Oeste do Estado. Em todo o Paraná, o sistema abriga, atualmente, 8.100 presos.