Uma mulher grávida de sete meses, ameaçada pelo marido, recebeu medida protetiva da Justiça, mas acabou assassinada dentro de casa, na frente da filha de apenas dois anos. O marido é o principal suspeito.

Vizinhos de Heverlim Aparecida Martins de Oliveira, 26 anos, ouviram os tiros pouco depois da meia-noite e chamaram a Polícia Militar. Assim que os policiais entraram na casa, na Rua Cambé, Jardim Alto Tarumã, em Pinhais, encontraram a grávida morta no banheiro e filha dela, chorando no quarto. Heverlim foi atingida por quatro tiros nas costas.

Ex-marido

O principal suspeito de cometer o crime, identificado apenas como Paulo, tinha ordem judicial para ficar longe dela. As medidas de proteção foram solicitadas pela Delegacia de Pinhais, onde Heverlim registrou dois boletins de ocorrência por ameaças recebidas de Paulo, que já esteve preso em Cambé, norte do estado. Ele não foi encontrado depois do crime.

Heverlim foi ouvida na delegacia pela última vez no mês passado. Paulo foi intimado para prestar depoimento sobre as ameaças, mas não compareceu. A criança, que provavelmente testemunhou a morte da mãe, foi levada para um abrigo pelo Conselho Tutelar.