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Painel do Crime

Garoto morto por bala perdida em Colombo

  • Por Jornalista Externo
O pequeno Luís Carlos só teve
tempo para dizer: “Tá doendo muito”.

A ida ao supermercado, para fazer compras para a família, foi a última tarefa do pequeno Luís Carlos do Santos, 12 anos. Por volta das 19h40 de quinta-feira, quando estava andando pela Rua Rio Negro, a uma quadra de sua casa, na Vila Nova, Jardim Osasco, em Colombo, o garoto foi atingido nas costas por uma bala perdida, que transfixou seu corpo e saiu pelo peito. Luís ainda conseguiu andar por alguns metros e caiu na rua de terra, em frente a uma residência. “Tá doendo muito”, teria dito o menino a um morador, antes de morrer. O autor do disparo já foi identificado pela polícia de Colombo, mas está foragido.

Segundo os policiais, o tiro que acertou Luís foi disparado de um bar – localizado no final da Rua Rio Negro, com Rua Guaporé -, por João Maria Rodrigues, 27 anos, conhecido como “Martelo”. O delegado Erineu Portes conversou ontem com testemunhas e com um amigo de “Martelo”, que estava com ele no momento em que disparou os tiros. “Os dois estavam bebendo neste bar, que por sinal é clandestino e pertence a um tio do Martelo. O amigo dele, Claudinei Alves, contou que ao saírem do boteco, Martelo, que estaria alcoolizado, pegou a arma e disparou várias vezes a esmo”, relatou o delegado.

Claudinei, de 29 anos, foi ouvido ontem na delegacia e liberado. “Pelo depoimento dele e de outras testemunhas, tudo leva a crer que o autor foi mesmo o Martelo. A arma pertence a ele”, afirmou Portes, lembrando que o acusado mora no mesmo bairro e está sendo procurado pela polícia.

Silêncio

No local do crime os policiais Lima e Campos não haviam conseguido apurar muitas informações na noite de quarta-feira. De acordo com o superintendente Lima, naquela região prevalece a “lei do silêncio”. Quando a polícia chegou no local, as portas do bar já estavam fechadas. Os freqüentadores ou o proprietário do estabelecimento não foram localizados para dar explicações. Alguns vizinhos apenas comentaram que ouviram entre três e quatro disparos. Antônio Ramos Bonfim, que chegou a trocar algumas palavras com o garoto antes de sua morte, disse ter ouvido os tiros e quando abriu a porta de casa encontrou o garoto cambaleando, com a mão no peito. “Ele deu alguns passos e caiu. Falou apenas que estava doendo muito”, contou.

Familiares do garoto permaneceram por pouco tempo no local e foram conduzidos à casa de amigos próximos, inconformados com o trágico fato. Segundo a vizinhança, Luís era um bom garoto e teria saído de sua casa para ir comprar bananas no mercado. “Ele ajudava a família trabalhando como catador de papel. Era muito benquisto na comunidade”, lamentou o policial Campos.

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