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Painel do Crime

Empresário confessa ter matado comerciante

  • Por Valéria Biembengut

Está sendo esperada para hoje – na Delegacia de Homicídios -, a apresentação do empresário José Zamprogna, 64 anos, proprietário do Supermercado Zamprogna, acusado de ter sido o autor (ou mandante) do assassinato do namorado de uma de suas filhas. A informação é do delegado José de Deus, responsável pelo caso. O empresário teria matado, com três tiros nas costas, o comerciante Reginaldo Store, 31 anos, por volta das 18h15 de sexta-feira, no quilômetro 136, da BR-476 (antiga BR-116), Vila São Pedro.

O advogado do acusado, Rolf Koerner Júnior, confirmou a apresentação e disse que seu cliente é o responsável pelos disparos que tiraram a vida de Reginaldo. Ele salientou que os fatos que estão sendo divulgados pela imprensa, de que o motivo do crime seria que o empresário era contra o namoro de sua filha, não é verdadeiro. “Temos uma série de documentos que irão esclarecer estes fatos. O motivo não foi um amor desfeito”, argumentou o defensor.

Ameaças

Rolf informou que Roberta Zamprogna estava sendo perseguida pelo ex-namorado e sua família ameaçada. “No dia 31 de dezembro do ano passado a moça foi raptada. No dia 1.º de janeiro último, ela foi espancada”, ressaltou o advogado. Ele contou que Roberta registrou queixa contra o ex-namorado na Delegacia da Mulher e no dia 2 foi submetida a exames de lesões. “Na segunda-feira, dia 24 último, os dois deveriam comparecer na delegacia para conhecer o dia da audiência no Juizado Especial”, disse o defensor. Ele afirmou também que antes a família já havia chamado a polícia inúmeras vezes para coibir ações de Reginaldo.

Ainda de acordo como defensor, na sexta-feira Roberta estava indo para o colégio, no centro de Curitiba, quando foi interceptada por Reginaldo que estava com sua Kombi, ano 76, placa ABN-4553. “O Reginaldo invadiu o carro da Roberta, roubou o dinheiro que ela carregava na bolsa, o celular e a pressionou para que desistisse de dar continuidade ao procedimento na Justiça. Ele reiterou as ameaças”, relatou Rolf. Ele disse que o namorado da jovem estava em outro veículo logo atrás e viu a cena. Imediatamente ele telefonou para o pai da moça. “A reação dele foi a de qualquer pai. Saiu para proteger a filha, como todos os integrantes de sua família”, reportou o advogado. “Temos que levar em conta tudo isto. Além dos bons antecedentes da família Zamprogna, seus relacionamentos sociais e profissionais. A Roberta namorou o Reginaldo por sete meses e desfez o relacionamento em dezembro. A parti daí o namoro desfeito virou um inferno”, acrescentou Rolf. Ele disse que José agiu sozinho e não tem outras pessoas envolvidas e que hoje tudo será esclarecido.

Morte

Reginaldo era proprietário de uma distribuidora de água. De acordo com informações apuradas pela polícia, ele trafegava pela rodovia com sua Kombi, quando foi “fechado” pelo Fiesta, de cor cinza, placa AKK-1152, de propriedade da família Zamprogna. Em seguida, a Kombi, placa AKT-4602, do Comércio Alimentício Zamprogna Ltda, ocupada por três homens, emparelhou com o veículo da vítima. Um dos homens começou a atirar e uma das balas acertou o lado da porta do motorista, próximo ao teto.

Após os primeiros disparos o condutor do Fiesta desembarcou, foi até a Kombi, que já estava parada no acostamento, obrigou Reginaldo a descer e o arrastou para a frente do veículo, segurando-o enquanto um dos homens que estava na Kombi aproximou-se e atirou nas costas da vitima. O acusado deixou cair o celular ao lado do corpo, o que também contribuiu para a sua rápida identificação.

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