Em menos de 24 horas, investigadores da delegacia de Almirante Tamandaré elucidaram o assassinato do estudante Bruno Alves Agostinho, 17 anos. Ele foi morto com cinco tiros, na noite de segunda-feira, a caminho da escola. Os autores são dois adolescentes que teriam executado o jovem em represália às denúncias que ele vinha fazendo contra o tráfico de drogas no município.

De acordo com o superintendente Jurandir Mulizini, ontem os investigadores foram na casa dos dois suspeitos, que moram no Jardim Ipê. O menor, de 16 anos, que atirou contra Bruno, não foi encontrado. A mãe dele contou aos policiais que o viu pela última vez ao meio-dia de segunda-feira. O crime aconteceu por volta das 18h30, e desde então ele está foragido. Na casa dele os investigadores apreenderam pedras de crack, munição de calibre 38 e um coldre. Os policiais também foram na casa do comparsa dele, de 17 anos, mas também não o encontraram. "Nem ele nem os pais estavam lá. Nós falamos apenas com o irmão do suspeito e ao que tudo indica ele deverá ser apresentado na delegacia pelo pai, uma vez que apenas acompanhou o amigo que atirou em Bruno", disse o superintendente.

Bruno foi morto a caminho do Colégio Estadual Maria Lopes de Paula, no Jardim Graziele, onde cursava o primeiro ano do ensino médio. Segundo a família da vítima, Bruno foi morto porque era contra o tráfico de drogas e havia denunciado traficantes à polícia.