Ao tentar prender Rambo – um cachorro da raça Rotweiller misturado com Pastor Alemão – a dona-de-casa Rosália Couto Pereira, 59 anos, foi morta na tarde de ontem, pelo cão de estimação, de quem cuidou durante cinco anos. Rosália foi socorrida após um desconhecido matar o cão com cinco tiros. A mulher foi levada ao Hospital Cajuru, mas não resistiu ao ferimento e morreu horas depois.

O marido da vítima, Holair Calixto Pereira, informou que ele e os filhos trabalhavam, mas a mulher tinha medo de ficar em casa sozinha e ser atacada por marginais. Por este motivo, ela passou a criar o cão há cinco anos. Para se proteger a mulher ainda deixava um cadeado no portão da casa, na Rua Ângelo Francisco Borato, no Jardim Monza, em Colombo. "Ele chegou em casa pequeno e os dois sempre foram amigos. Quando ela queria prendê-lo, chamava: "Rambo venha, vamos amarrar’. Ele sempre obedecia", lembrou o marido.

Mordida

Holair contou que a mulher tinha problemas de saúde e costumava descansar no meio da tarde. Por volta das 16h, o carteiro chegou e avisou que tinha uma correspondência, mas que para receber Rosália tinha que assinar. A mulher chamou o cão para prendê-lo, como de costume. Vendo o uniforme amarelo do carteiro, o cachorro ficou transtornado e não obedeceu a dona. Irado, ele ficou em pé no portão, momento em que Rosália tentou colocar a coleira no cão por trás. Rambo derrubou a mulher no chão, que caiu de bruços e o cão passou a mordê-la na nuca. Apavorado o carteiro começou a gritar por socorro, mas ninguém conseguia fazer com que o cão parasse de atacar. Minutos depois, o cão parou o ataque e deitou-se ao lado da vítima, não deixando ninguém se aproximar da mulher. Em seguida, voltou ao ataque.

Tiros

Um desconhecido que passava pela rua e estava armado, atraiu a atenção do animal, subindo no muro e entrando no terreno da moradia. O cão parou de atacar a dona e se voltou contra o estranho, que disparou vários tiros contra o animal, que mesmo ferido não recuava. Ao todo, foram cinco disparos. O último acertou a cabeça do cão, que fugiu e se escondeu nos fundos da moradia, onde morreu. Só então, populares puderam prestar socorro e encaminhar a mulher ao Hospital Cajuru. A mulher foi medicada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu à 1h de ontem. "O cão, que era para protegê-la, acabou matando-a", lamentou Holair.