Foi presa em flagrante, em Paranaguá, litoral do Estado, uma babá por torturar um bebê de sete meses. Um filme de cerca de três minutos gravado por uma vizinha comprova as agressões.

A criança chegou a ser arremessada ao chão e os exames médicos revelaram vários hematomas e sinais de mordida. Suelen Aparecida da Silva, 24 anos, foi detida na última segunda-feira e apresentava um forte cheiro de uísque.

O caso poderia ter tido um final mais trágico se não fosse a interferência de uma vizinha. Segundo o chefe operacional da 1.ª Subdivisão Policial de Paranaguá, delegado José Antônio Zuba de Oliva, ao ouvir o choro desesperado do bebê, a vizinha desconfiou de que algo estava errado e foi conferir. Quando se deparou com as agressões, teve a idéia de filmar usando uma máquina fotográfica.

A tortura só parou quando a vizinha percebeu que a criança corria risco de morte. A bebê foi atirada ao chão e Suelen fez menção de pisar nela. “Então, a mulher gritou, mandou a babá parar, disse que estava filmando e chamou a polícia”, contou o delegado. A vizinha não pode socorrer a criança porque as casas eram separadas por muros.

Segundo o delegado, em dois minutos os policiais chegaram à casa da criança. A babá estava embriagada, exalando um forte cheiro de bebida alcóolica. Segundo familiares da agressora, ela tinha envolvimento com drogas.

José Antônio apurou que a família do bebê contratou a jovem seguindo indicações de conhecidos. Suelen cuidava da criança há dois meses. A mãe do bebê estava bastante assustada e surpresa com o crime.

“As marcas físicas desaparecem logo, mas as marcas do trauma que esta criança sofreu não se sabe”, comentou o delegado. Suelen pode pegar entre dois e oito anos de prisão. Ela foi interrogada, mas não informou nada à polícia.