Mulheres estavam
envolvidas com a quadrilha.

Parte de uma quadrilha acusada de assaltos a danceterias, bares e mercearias em Campo Largo foi presa por policiais civis no início desta semana, após mais de 20 dias de investigações. Cinco pessoas estão no xadrez da delegacia local. Outros dois acusados permanecem foragidos.

Segundo informações do escrivão Patrick, as diligências em busca dos responsáveis pelos assaltos foram intensificadas após o policial Moacir – que trabalhava no caso – ser baleado em um casa noturna enquanto tentava obter pistas. De acordo com o relato do próprio investigador, na madrugada do dia 19 de outubro, enquanto ele estava recolhendo informações, dois homens armados com escopetas invadiram o lcaol e deram voz de assalto. Um dos assaltantes reconheceu Moacir como policial e no momento em que foi revistá-lo, houve uma reação por parte do investigador. Moacir conseguiu tomar a arma de um deles, mas foi alvejado por um disparo no peito. Em seguida os marginais fugiram levando a arma do policial e mais alguns objetos do estabelecimento.

Prisões

A partir de uma análise de doze boletins de ocorrência de roubos à estabelecimentos comerciais, os investigadores Moacir, Adriano e o escrivão Patrick iniciaram diligências. No bar da Luci, um dos locais assaltados e de onde foram levados um aparelho de som e televisor, foram obtidos dados importantes. Na seqüência, os policiais conseguiram chegar ao receptador do televisor – Aldenes – que foi preso no bairro Meliane.

A partir dessa prisão a quadrilha começou a ser desmantelada. Adenilson José dos Santos, 24 anos, foi preso e confessou a participação em quatro assaltos, quando foram roubados aparelhos eletrônicos e mais de mil reais em dinheiro. Na região de Bateias, a polícia conseguiu localizar o carro que era utilizado nos assaltos. A Brasília azul, placa ACN-7145, estava escondida na casa de Paulo Cesar da Silva, 30 anos e Lilia Aparecida Marcondes, 23. O casal também foi detido. Em seguida, ocorreram as prisões de Lídia Raquel da Silva, 26 (proprietária da Brasília) e de sua mãe Rosilene da Silva, 46 anos.

Foragidos

De acordo com os apontamentos da polícia, os assaltos eram efetivamente cometidos por três homens: Alecsandro Marcondes, Silvio Cândido, vulgo “Bira” e Adenilson. Os dois primeiros continuam foragidos. Lídia foi acusada de emprestar o carro para a prática de crimes e, segundo o escrivão Patrick, ela também seria a responsável por guardar as armas do grupo e confeccionar os capuzes utilizados. “Lídia dava o apoio logístico e na casa dela ainda realizavam a divisão dos produtos roubados”, contou o escrivão. Paulo e Lilia se complicaram por ocultar provas e Rosilene, por sua vez, por ser conivente com a situação, pois saberia dos roubos e nada relatou, conforme informações da polícia.

Ao serem perguntados sobre a participação nos assaltos, os detidos – com exceção de Adenilson – negaram participação.