Mais um capítulo da história da vida do jovem Manoel Felipe Reinecke, 17 anos, foi escrito esta semana. Levado de Curitiba para a Alemanha, quando tinha poucos dias de vida, ele retornou em fevereiro deste ano para o Brasil à procura de seus pais biológicos. Esta semana a catarinense Ivete da Silva Ferretti, 33, veio a seu encontro, acreditando que Manoel pode ser seu filho. Eles coletaram amostras de sangue para o teste de DNA e o resultado deve ser entregue em duas semanas.

Apesar das expectativas, alguns fatos não coincidem com as duas histórias. A empregada doméstica teve seu filho com 14 anos, no dia 10 de outubro de 1987, sendo estimulada por seus familiares a dar a criança para adoção. Segundo Fouad Omairi, amigo dos pais adotivos do adolescente e que está abrigando o garoto em Curitiba, através de uma declaração feita em cartório eles descobriram alguns detalhes nunca revelados, que divergem da história de Ivete. No Juizado da Infância Juventude e Adoção de Curitiba foi encontrada uma declaração da época feita por uma mulher chamada Angelina. Ela contou que no dia 25 de novembro estava na Rodoferroviária de Curitiba, esperando um ônibus para o Rio de Janeiro, quando uma jovem se aproximou e começou a conversar. Com a criança no colo, disse que veio de Itajaí, Santa Catarina, que tinha 19 anos e que seu filho nasceu no dia 13 de outubro. A mãe de Manoel pediu que a Angelina segura-se o filho para ela dar um telefonema. Depois de voltar decepcionada ela falou que precisava fazer outra ligação, e nunca mais voltou. Com a criança no colo, Angelina prestou a declaração e a entregou ao juizado, que autorizou a adoção de Manoel por um casal alemão. "Nós tentamos encontrar Angelina, mas ela morreu há três anos. Porém o filho dela confirmou toda a história", contou Fouad.

Expectativas

Manoel e Ivete foram levados ao Genetika Centro de Aconselhamento e Laboratório de Genética, que deve entregar o resultado do exame de DNA.